Gigi Hadid vai à Barcelona para a divulgação de sua coleção e concede entrevista para o jornal El País

Gigi Hadid foi à cidade de Barcelona hoje, 26, para a divulgação de sua coleção com Tommy Hilfiger, onde cerca de 300 fãs esperavam a modelo na frente do hotel onde ocorreu o evento. Gigi também concedeu várias entrevistas, entre eles para o jornal espanhol El País. Confira abaixo a matéria traduzida:


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El País: Imagino que tenha sido um longo dia… 

GH: Todos os dias eles (FÃS) começam a se reunir quando você está em um avião o tempo todo. Às vezes eu estou no elevador, e eu me pergunto, em que país eu estou hoje?

El País: É sua primeira vez em Barcelona? 

GH: Não, é a segunda vez, a cidade tem uma energia incrível. Me encanta.

El País: Você apresentou em Londres a coleção de inverno TommyXGigi, sua terceira colaboração com Tommy. O que você aprendeu com ele?

GH: O que eu mais aprendi com Tommy é sempre ouvir o cliente. Dê-lhes o que eles querem, não se apeguem às suas próprias ideias e ego. O que o faz ótimo é que ele nunca deixa o seu sucesso deixá-lo pensar que já fez tudo. Ele sempre quer saber o que o consumidor precisa, o que as gerações mais jovens estão interessadas.

El País: Você também aprende com seus fãs?

GH: Sim, é claro. E eu vejo o que eles gostam e o que eles querem. Até mesmo todo o conceito de see now, buy now no desfile, que permite que a coleção esteja disponível imediatamente, é algo que eles realmente valorizam, porque durante muito tempo vimos celebridades vestindo roupas que ninguém poderia ter até depois de seis meses. E isso é uma coisa estranha, porque hoje em dia com as mídias sociais, as pessoas já estão entediadas quando finalmente deixam as roupas à venda. 

El País: Você trabalha nesta indústria há muito tempo. O que você mais gosta na moda?

GH: Eu gosto de aprender a razão pela qual os criadores criam uma coleção, o que elas significam por uma determinada campanha ou editorial. Eu adoro fazer parte do processo criativo, porque desta forma você pode criar imagens incríveis. Como modelo, você tem que contribuir com algo, você não é apenas alguém parado, embora haja muitas pessoas que pensam que é o que é ser uma modelo. Eu adoro trabalhar com pessoas que são inspiradoras, porque isso torna tudo muito mais divertido.

El País: E como você está assistindo esta temporada de onde você está desfilando?

GH: Estou vendo de forma positiva às coisas que estão acontecendo no mundo. Através da moda, podemos sonhar, ser positivo, podemos nos inspirar. E, como modelo, é muito especial poder tirar toda essa inspiração, levá-lo à passarela e fazer o mundo sentir pelos estilistas. Às vezes você sente que a indústria criativa é a esperança de tudo o que está acontecendo conosco.

El País: O conforto na moda é importante para você?

GH: Eu sempre disse que queria fazer roupas confortáveis. Quanto mais confortável você for, mais bonita você se sente. Caso contrário, você está preocupada se mostra muito ou se algo está apertando você. Não faço roupas que não fazem sentido.

El País: Você tem um truque para manter a calma na frente da câmera?

GH: Obviamente há momentos em que o conceito de fotos não é bastante natural. Conhecer e armazenar informações criativas pode ajudá-lo a se tornar o personagem que a equipe deseja. Trata-se de representar o que eles querem e deixar de lado sua personalidade. Quando fico nervosa, simplesmente tento esquecer quem sou e ser outra pessoa.

El País: Você é muito segura com seu corpo e é algo que é transmitido e em suas redes sociais. Você acha que isso pode ser inspirador para seus seguidores?

GH: Quando eu comecei, muitas pessoas me disseram que eu estava gorda, e a verdade é que eu sempre me senti muito confortável com meu corpo e nunca me envergonhava disso. Mas então eu fui diagnosticada com um problema de tireóide e quando recebi medicação, perdi muito peso e outros críticos vieram dizer que eu estava muito magra. E a verdade, eu não me importo com o que eles dizem, eu estou feliz, porque me sinto saudável e acho que o importante é conhecer seu corpo. O fato é que nunca mudarei meu corpo para o que alguém diz.

El País: Há muita conversa sobre o estilo pessoal hoje. O que isso significa para você?

GH: A verdade é que eu não sei a resposta. Porque acabo de me levantar e colocar o que é mais confortável para mim. E, de fato, isso é o que eu tento trazer para a coleção que eu faço com o Tommy, eu tento ter um pouco para todos, mas também para pessoas como eu, que se levantam e se sentem diferentes todos os dias.

El País: Lembra-se dos conselhos de alguém para reforçar essa autoconfiança?

GH: Na verdade, vem de muitas pessoas. Por exemplo, o primeiro que me deixou confortável nos desfiles foi Jeremy Scott. E desde o início, quando ninguém mais me aceitou, ele me disse: “Você é linda e você vai abrir o meu desfile”. Fez eu me sentir confortável comigo mesma, na minha pele, especialmente na passarela. Tommy é o mesmo: “Gigi, é fantástica. Se isso te faz feliz, faça isso!”

El País: Como você lida com a pressão?

GH: Estou aprendendo a lidar com isso. Já faz seis anos que isso começou. Todos os dias eu aprendo um pouco mais como lidar com isso, porque não há um livro que lhe diga como viver essa vida, quando você acorda pela manhã e olha pela janela e há 15 câmeras por aí. Às vezes eu não me sinto bonita, eu não quero me maquiar, me olho no espelho e não tenho ideia do que fazer com meu cabelo. Recentemente, descobri que é importante para mim estar em contato com a natureza, com meus cavalos e me encontrar. É o lugar onde eu cresci, isso me faz sentir bem, se levantar por uma razão diferente do que ter que o que escolher todo o dia e encarar as câmeras. Quando eu estiver lá, eu posso colocar meu jeans, meu top e botas, saindo sem maquiagem… é algo muito libertador para mim.

Tradução & Adaptação: Equipe Gigi Hadid Brasil


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