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Com as paisagens do Rio de Janeiro de cenário, Gigi Hadid faz sua estreia na Elle US, estampando quatro capas da edição de março da revista.

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Vestindo roupas das marcas Ferragamo, Versace, Balmain, Marc Jacobs, Armani, Chanel e Chloé, a modelo foi fotografada pelas lentes de Chris Colls em diversos locais da Cidade Maravilhosa, como a praia do Leblon e o heliporto da Lagoa. Além disso, Gigi também concedeu uma entrevista para a revista onde falou sobre sua carreira, família, sua doença e mais.

Confira a entrevista completa abaixo:

Nina Garcia: Gigi, você viaja mais do que o que parece possível para uma pessoa. Onde você está agora?
Gigi Hadid: Eu estou na fazenda [da família]. Nos últimos anos eu descobri o quão importante pra mim é encontrar um equilíbrio. Tem semana que eu faço todas as viagens dos mês. As vezes, eu estou em um país diferente a cada dia, mas isso saí do meu controle.

NG: Eu ouvi falar sobre essa fazenda da sua mãe, Yolanda. Parece que é realmente um paraíso da família.
GH: É onde todos nós podemos vir e nos sentir nós mesmos. Quando eu estou aqui, eu entro no meu caminhão e vou em uma loja. As crianças ficam animadas no mercado, mas elas não pegam seus celulares. Eles querem que a gente se sinta normal, e nós apreciamos isso.

NG: Tanta coisa aconteceu desde que você fez sua estreia na semana da moda de Nova York, cinco anos atrás. Eu lembro que Jeremy Scott foi um dos seus primeiros shows, e você abriu para ele.
GH: Eu estava tão nervosa, não conseguia respirar. Eu estava tipo, “Sério, você quer que eu abra?” eu nunca tinha treinado andar na passarela. Com o passar dos anos, eu aprendi como me guiar com isso—como me encaixar nos sapatos. Muitas pessoas julgaram que eu era ruim na passarela porque elas estavam me vendo aprender, literalmente.

NG: Apesar disso, você tem modelado desde que era um bebê. Em que ponto você soube que isso seria sua carreira?
GH: Quando eu era criança, modelar era mais como se fosse um dia de neve [na escola]—você correndo na praia, sendo criança com outras crianças. Minha mãe me tirou da moda antes que isso parecesse com trabalho. No ensino médio, eu era competia com cavalos e era jogadora de vôlei. Mas [o ensino médio] foi o fator decisivo: The New School era minha escola favorita em Nova York, mas eu não escolhi ir pra Nova York para jogar vôlei ou correr com os cavalos, mas sim para ser modelo.

NG: E para estudar psicologia criminal…
GH: Sim, isso era algo que eu tinha interesse e poderia ter seguido carreira, mas eu meio que sempre soube que eu acabaria sendo uma modelo.

NG: Assim como sua mãe. Eu sei que ela realmente ajudou a guiar a sua carreira, da Bella e do Anwar. Mas você parece frustada quando as pessoas falam que seu sucesso é devido as conexões de sua família.
GH: Digo, eu entendo isso. Eu venho do privilegio e eu reconheço meu privilegio. Mas por que minha mãe estava em um programa na TV [The Real Housewives of Beverly Hills], as pessoas pensam que toda minha infância foi a fama. E definitivamente não foi. Minha mãe era modelo. Ela se mudou para os Estados Unidos quando tinha 16 anos para mandar dinheiro para família dela na Holanda. Meu pai era um refugiado e deu seu jeito de todas as maneiras. Eu trabalho duro para honrar meus pais.

NG: Acho que isso é algo comum nos filhos de imigrantes. Eu me sinto da mesma forma. Eu fiquei impressionada que você e Bella estavam na marcha contra o banimento que Trump queria estabelecer em 2017. O que te fez tomar uma atitude?
GH: Ouvir as história da minha família. Minha família é tão grata por ter tipo a chance de construir uma vida diferente para eles. Todo mundo poderia ter histórias como essas se fossem dadas as chances. Ser de duas culturas diferentes, eu vejo como ambos os lados se tratam. É importante que tenha mais abertura para pessoas se misturarem e conhecerem culturas diferentes.

NG: Falando nisso, você passou um tempo viajando o mundo com a UNICEF. Como essa parceria surgiu?
GH: Eu lembro de arrecadar dinheiro para a UNICEF na escola. Eu sempre admirei os embaixadores, então no ano passado eu me encontrei com a UNICEF e disse que queria focar em lugares que precisam de cobertura. Eu acabei indo para Bangladesh, onde a crise dos refugiados já acontece há um ano, mas não são mais noticiados. O jeito que eu poderia contribuir mais era usando as redes sociais e lembrando as pessoas que eles ainda estão ali e ainda precisam de ajuda.

NG: Você faz parte da primeira geração de modelos que tem as redes sociais como uma chave pro trabalho. Quando as pessoas olharem para esse momento da moda, qual impacto você espera ter tido?
GH: Eu acho que nós vamos ser vistas como a geração que apoiava umas as outras. Tem espaço para todas nós termos a mesma quantidade de seguidores. Nós queremos falar sobre as coisas que amamos, e realmente celebrar umas as outras.

NG: Você e Bella tem sorte de terem uma a outra na indústria. Vocês são competitivas?
GH: Eu e Bella temos estilos diferentes. Um trabalho que quer a Bella, não é um trabalho que eu tenho a aparência certa para, eu nunca levo isso para o lado pessoal. Ela me inspira de várias maneiras. Nós aprendemos uma com a outra.

NG: Sua mãe tem escrito sobre a batalha dela com a doença crônica de Lyme, que a Bella também tem.
GH: Sim, Bella e Anwar tem.

NG: Saúde deve ser uma grande preocupação para você.
GH: Crescer tendo três membros da minha família doentes me fez muito independe. Minha mãe não podia dirigir ou sair da cama alguns dias, então eu levava meu irmão pra escola comigo, ou fazia o almoço. Mas eu também me sentia culpada por ser a única pessoa na família que não sabia o que eles estavam passando. É difícil quando toda sua família está sofrendo e você não sabe o que fazer.

NG: Você foi diagnosticada com a doença de Hashimoto depois que se mudou pra Nova York. O que é isso exatamente?
GH: Isso significa que você tem uma tireoide não-ativa. A maioria das pessoas tem Hashimoto quando estão na meia idade. Eu tive isso muito cedo. No ensino médio, eu tinha muita retenção de água. Mesmo depois dos treinos extras, eu tinha um inchaço que não sumia. E eu estava sempre cansada. Isso foi difícil.

NG: Como você lida com a doença?
GH: Você tem que aprender sobre seu corpo. Quando eu tinha 17-18 anos, me prescreveram um medicamento que muitas pessoas começam a tomar quando tem 50 anos, e isso pode ter efeitos ruins se você tomar por muito tempo. Então minha mãe procurou por tratamento integrais. Na Califórnia, eu também fui a um médico para tratamentos com Canabidiol. Você pode viver uma vida de maneiras que não machuquem o seu corpo.

NG: Apesar disso, você não tem medo de se arriscar no seu trabalho. Você tem feito alguns photoshoots chocantes—incluindo esse. Teve algum momento que você se sentiu tipo, “Isso é um pouco perigoso demais pra mim”? Ou que você foi pressionada a fazer algo fora da sua zona de conforto?
GH: Existem níveis diferentes de louca—aventuras me deixam animada, e eu já fiz várias coisas aventureiras na minha vida. Mas eu sou audaciosa, não idiota. Eu conheço meus limites. Fora da minha zona de conforto, geralmente é quando eu não me conecto com a equipe criativa ou algo do tipo—coisas que possam ofender outras pessoas. Isso são coisas pelas quais já fui mal interpretada em minha carreira no passado. Quando eu era mais nova, e eu sentia no meu coração que aquilo era uma coisa que eu não deveria fazer, eu tentava falar com pessoas no set, mas talvez eles não fossem as pessoas certas para se falar. Conforme eu fiquei mais bem sucedida, as pessoas me escutam mais. Eu tenho mais confiança para saber quando algo está errado e me impor.

Tradução & adaptação:Equipe Gigi Hadid Brasil

 

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