Bem-vindos ao seu fã-site oficial da modelo Gigi Hadid no Brasil
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Nesta Quarta-feira, 06 de março, Variety anunciou as mulheres que serão honradas em Abril no evento Variety’s New York #PowerOfWomen, que reconhece mulheres filantrópicas em toda a indústria do entretenimento e o trabalho que elas conseguiram com suas causas. Gigi Hadid, que sempre está envolvida em causas grandes, está entre grandes nomes como Taraji.P Henson, Better Midler, Kacey Musgraves e Christiane Amanpour. Através de seus esforços humanitários, essas mulheres fizeram uma diferença significativa em suas causas escolhidas.

Acompanhe-nos nas Redes Sociais, Instagram (@gigihadidbra) e Twitter (@GigiHadidBR) que estaremos postando mais informações sobre o evento nos próximos dias!

Durante a temporada de Outono/Inverno 2019, Gigi Hadid desfilou para um total de 10 marcas. A modelo fez sua estreia em três dessas passarelas, abriu um desfile e fechou também um desfile.

Confira todos os desfiles que Gigi esteve no cast e os detalhes sobre eles clicando nas imagens abaixo:

– Tom Ford Outono/Inverno 2019 – New York Fashion Week [+]

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– Michael Kors Outono/Inverno 2019 – New York Fashion Week [+]

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– Marc Jacobs Inverno 2019 – New York Fashion Week [+]

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– Burberry Outono/Inverno – London Fashion Week [+]

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– Fendi Outono/Inverno 2019 – Milan Fashion Week [+]

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– Versace Outono/Inverno 2019 – Milan Fashion Week [+]

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– Prada Inverno 2019 – Milan Fashion Week [+]

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– Lanvin Outono/Inverno – Paris Fashion Week [+]

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– Off-White Outono/Inverno – Paris Fashion Week [+]

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– Isabel Marant Outono/Inverno – Paris Fashion Week [+]

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Confira abaixo um compilido de Gigi na passarela durante o mês da moda esta temporada:

Após os lançamentos de grandes sucessos, um em 2017, e o outro em 2018, Gigi Hadid retorna com nova coleção para Vogue Eyewear em 2019. Gigi Hadid x Vogue Eyewear é inspirado pela capital da moda, onde a modelo mora: Nova York. Hadid nomeou cada desenho de óculos de acordo com seus lugares favoritos na cidade – desde Lafayette Street à High Line e de volta ao Soho.

Cada design está de acordo com o estilo pessoal do próprio modelo e incorpora elementos das últimas tendências da moda vistas dentro e fora da pista.  Estilo anos 90, esta coleção repleta de atitudes é tudo o que você quer que seja, e muito mais. A coleção completa está disponível no brasil no site da Vogue Eyewear e você pode conferir clicando aqui

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Com as paisagens do Rio de Janeiro de cenário, Gigi Hadid faz sua estreia na Elle US, estampando quatro capas da edição de março da revista.

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Vestindo roupas das marcas Ferragamo, Versace, Balmain, Marc Jacobs, Armani, Chanel e Chloé, a modelo foi fotografada pelas lentes de Chris Colls em diversos locais da Cidade Maravilhosa, como a praia do Leblon e o heliporto da Lagoa. Além disso, Gigi também concedeu uma entrevista para a revista onde falou sobre sua carreira, família, sua doença e mais.

Confira a entrevista completa abaixo:

Nina Garcia: Gigi, você viaja mais do que o que parece possível para uma pessoa. Onde você está agora?
Gigi Hadid: Eu estou na fazenda [da família]. Nos últimos anos eu descobri o quão importante pra mim é encontrar um equilíbrio. Tem semana que eu faço todas as viagens dos mês. As vezes, eu estou em um país diferente a cada dia, mas isso saí do meu controle.

NG: Eu ouvi falar sobre essa fazenda da sua mãe, Yolanda. Parece que é realmente um paraíso da família.
GH: É onde todos nós podemos vir e nos sentir nós mesmos. Quando eu estou aqui, eu entro no meu caminhão e vou em uma loja. As crianças ficam animadas no mercado, mas elas não pegam seus celulares. Eles querem que a gente se sinta normal, e nós apreciamos isso.

NG: Tanta coisa aconteceu desde que você fez sua estreia na semana da moda de Nova York, cinco anos atrás. Eu lembro que Jeremy Scott foi um dos seus primeiros shows, e você abriu para ele.
GH: Eu estava tão nervosa, não conseguia respirar. Eu estava tipo, “Sério, você quer que eu abra?” eu nunca tinha treinado andar na passarela. Com o passar dos anos, eu aprendi como me guiar com isso—como me encaixar nos sapatos. Muitas pessoas julgaram que eu era ruim na passarela porque elas estavam me vendo aprender, literalmente.

NG: Apesar disso, você tem modelado desde que era um bebê. Em que ponto você soube que isso seria sua carreira?
GH: Quando eu era criança, modelar era mais como se fosse um dia de neve [na escola]—você correndo na praia, sendo criança com outras crianças. Minha mãe me tirou da moda antes que isso parecesse com trabalho. No ensino médio, eu era competia com cavalos e era jogadora de vôlei. Mas [o ensino médio] foi o fator decisivo: The New School era minha escola favorita em Nova York, mas eu não escolhi ir pra Nova York para jogar vôlei ou correr com os cavalos, mas sim para ser modelo.

NG: E para estudar psicologia criminal…
GH: Sim, isso era algo que eu tinha interesse e poderia ter seguido carreira, mas eu meio que sempre soube que eu acabaria sendo uma modelo.

NG: Assim como sua mãe. Eu sei que ela realmente ajudou a guiar a sua carreira, da Bella e do Anwar. Mas você parece frustada quando as pessoas falam que seu sucesso é devido as conexões de sua família.
GH: Digo, eu entendo isso. Eu venho do privilegio e eu reconheço meu privilegio. Mas por que minha mãe estava em um programa na TV [The Real Housewives of Beverly Hills], as pessoas pensam que toda minha infância foi a fama. E definitivamente não foi. Minha mãe era modelo. Ela se mudou para os Estados Unidos quando tinha 16 anos para mandar dinheiro para família dela na Holanda. Meu pai era um refugiado e deu seu jeito de todas as maneiras. Eu trabalho duro para honrar meus pais.

NG: Acho que isso é algo comum nos filhos de imigrantes. Eu me sinto da mesma forma. Eu fiquei impressionada que você e Bella estavam na marcha contra o banimento que Trump queria estabelecer em 2017. O que te fez tomar uma atitude?
GH: Ouvir as história da minha família. Minha família é tão grata por ter tipo a chance de construir uma vida diferente para eles. Todo mundo poderia ter histórias como essas se fossem dadas as chances. Ser de duas culturas diferentes, eu vejo como ambos os lados se tratam. É importante que tenha mais abertura para pessoas se misturarem e conhecerem culturas diferentes.

NG: Falando nisso, você passou um tempo viajando o mundo com a UNICEF. Como essa parceria surgiu?
GH: Eu lembro de arrecadar dinheiro para a UNICEF na escola. Eu sempre admirei os embaixadores, então no ano passado eu me encontrei com a UNICEF e disse que queria focar em lugares que precisam de cobertura. Eu acabei indo para Bangladesh, onde a crise dos refugiados já acontece há um ano, mas não são mais noticiados. O jeito que eu poderia contribuir mais era usando as redes sociais e lembrando as pessoas que eles ainda estão ali e ainda precisam de ajuda.

NG: Você faz parte da primeira geração de modelos que tem as redes sociais como uma chave pro trabalho. Quando as pessoas olharem para esse momento da moda, qual impacto você espera ter tido?
GH: Eu acho que nós vamos ser vistas como a geração que apoiava umas as outras. Tem espaço para todas nós termos a mesma quantidade de seguidores. Nós queremos falar sobre as coisas que amamos, e realmente celebrar umas as outras.

NG: Você e Bella tem sorte de terem uma a outra na indústria. Vocês são competitivas?
GH: Eu e Bella temos estilos diferentes. Um trabalho que quer a Bella, não é um trabalho que eu tenho a aparência certa para, eu nunca levo isso para o lado pessoal. Ela me inspira de várias maneiras. Nós aprendemos uma com a outra.

NG: Sua mãe tem escrito sobre a batalha dela com a doença crônica de Lyme, que a Bella também tem.
GH: Sim, Bella e Anwar tem.

NG: Saúde deve ser uma grande preocupação para você.
GH: Crescer tendo três membros da minha família doentes me fez muito independe. Minha mãe não podia dirigir ou sair da cama alguns dias, então eu levava meu irmão pra escola comigo, ou fazia o almoço. Mas eu também me sentia culpada por ser a única pessoa na família que não sabia o que eles estavam passando. É difícil quando toda sua família está sofrendo e você não sabe o que fazer.

NG: Você foi diagnosticada com a doença de Hashimoto depois que se mudou pra Nova York. O que é isso exatamente?
GH: Isso significa que você tem uma tireoide não-ativa. A maioria das pessoas tem Hashimoto quando estão na meia idade. Eu tive isso muito cedo. No ensino médio, eu tinha muita retenção de água. Mesmo depois dos treinos extras, eu tinha um inchaço que não sumia. E eu estava sempre cansada. Isso foi difícil.

NG: Como você lida com a doença?
GH: Você tem que aprender sobre seu corpo. Quando eu tinha 17-18 anos, me prescreveram um medicamento que muitas pessoas começam a tomar quando tem 50 anos, e isso pode ter efeitos ruins se você tomar por muito tempo. Então minha mãe procurou por tratamento integrais. Na Califórnia, eu também fui a um médico para tratamentos com Canabidiol. Você pode viver uma vida de maneiras que não machuquem o seu corpo.

NG: Apesar disso, você não tem medo de se arriscar no seu trabalho. Você tem feito alguns photoshoots chocantes—incluindo esse. Teve algum momento que você se sentiu tipo, “Isso é um pouco perigoso demais pra mim”? Ou que você foi pressionada a fazer algo fora da sua zona de conforto?
GH: Existem níveis diferentes de louca—aventuras me deixam animada, e eu já fiz várias coisas aventureiras na minha vida. Mas eu sou audaciosa, não idiota. Eu conheço meus limites. Fora da minha zona de conforto, geralmente é quando eu não me conecto com a equipe criativa ou algo do tipo—coisas que possam ofender outras pessoas. Isso são coisas pelas quais já fui mal interpretada em minha carreira no passado. Quando eu era mais nova, e eu sentia no meu coração que aquilo era uma coisa que eu não deveria fazer, eu tentava falar com pessoas no set, mas talvez eles não fossem as pessoas certas para se falar. Conforme eu fiquei mais bem sucedida, as pessoas me escutam mais. Eu tenho mais confiança para saber quando algo está errado e me impor.

Tradução & adaptação:Equipe Gigi Hadid Brasil

 

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Gigi Hadid já não é novata no que toca a colaborações, e depois de várias estações a criar coleções em parceria com a Tommy Hilfiger, por exemplo, agora emprestará a sua criatividade para Reebok ao lançar uma linha de roupas esportivas! A modelo conferiu todo o arquivo de design da Reebok Classic para inspiração e foi instantaneamente atraída para o Freestyle Hi. Hadid explicou sobre as peças da coleção denominada ‘Future Nostalgia’: “Eu queria usar os padrões e formas de roupas clássicas da Reebok e incorporar novos cortes, novas cores e tecidos, ajustes que eu sabia que seria confortável para se exercitar e suar”. Ela também declarou: “A ideia da“ nostalgia clássica ”veio de como eu descrevi querer sentir essas roupas, e eu amo o que cada elemento da coleção representa – desde a identidade fortalecedora do estilo livre até a camiseta da declaração feroz. Cada peça parece pessoal para mim e meu estilo”.

A coleção teve duas fases de lançamento: A primeira foi no dia 7 de dezembro do ano passado, 2018, que foi lançada exclusivamente nas lojas autorizadas ao redor do mundo e também online, com diversas peças diferentes em edição limitada e entre elas estavam duas peças de camisetas com duas cores disponíveis, preto com amarelo e branco com rosa e dois modelos de tênis para corrida,inspirado no estilo dos anos 90. A segunda parte da linha, agora com sua coleção completa, foi lançada agora no começo de Fevereiro. Na coleção está incluída as peças que já foram lançadas na primeira fase e também diversas outras como, camisetas, maiô, leggings, e também track pants separadas como também em conjunto com jaquetas, tudo levando a logotipo “Reebok x Gigi Hadid” como estampa principal. Todas roupas levaram cores variando entre preto, verde água, vermelho e amarelo.

A coleção completa está disponível no Brasil! Os tênis estão com preços variando entre R$299,99 reais à R$349,99 reais. Os maiôs estão por R$149,99 reais. As track pants estão com preço único de R$199,99 reais e a legging por R$179,99 reais. Vocês podem adquirir qualquer peça no site online da Reebok Brasil (clicando aqui).

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Uma das principais marca de luxo da Itália, a Prada, lançou sua campanha de primavera/verão e transformou-a em um grande momento para a marca. A campanha expressa na nova evolução da Prada 365 – Double Exposure – uma realidade transformada em projeção cinematográfica.

Fotografada por Willy Vanderperre, as imagens são tiradas de uma série de curtas metragens criados pela Prada. A marca até abriu um canal oficial no Spotify, para o lançamento do curta metragem da campanha publicitária. Além disso, um livro com as fotos oficiais também foi lançado. O que mostra que as apostas nessa coleção foram altíssimas.

As modelos Gigi Hadid, Freja Beha Erichsen, Maike Inga, Liu Wen e Anok Yai – em seus respectivos personagens Sidonie, Sybille, Margit , Odette e Belle nomes que vêm de uma rica tradição de ícones cinematográficos femininos italianos – são os rostos dessa mega campanha.

Gigi Hadid compartilhou em seu Instagram que trabalhar para a Prada e fazer parte dessa campanha é um sonho realizado.

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Gigi Hadid estampa a capa da CR Fashion Book edição de Setembro usando uma blusa da UNICEF, que marca a sua terceira capa para revista, junto com sua amiga e também modelo Halima Aden, que aparece na revista pela segunda vez, as duas mais novas embaixadoras do Fundo das Nações Unidas para a Infância foram fotografadas pelo fotógrafo de arte contemporânea Pieter Hugo, com estilo de Carine, e foram concebidas para engajar a geração atual de jovens com a importante história da crise global de refugiados.

Visto em um portfólio impressionante que conta com personagens como Danielle Herrington, a ex-refugiada da Somália, Hamdia Ahmed, modelo Dipti Sharma, e outros, os diversos talentos aparecem em peças de alta costura de coleções sazonais misturadas com mercadorias oficiais dos anos 70.

“Durante muitos anos, admirei os embaixadores da UNICEF, como Audrey Hepburn, e hoje tenho muito orgulho de celebrar a missão de salvamento desta organização, especialmente em um ano tão desafiador para crianças e refugiados”, diz Carine. “Segundo a UNICEF, mais crianças estão em movimento agora do que em qualquer momento desde a Segunda Guerra Mundial. Esta estatística chocante significa que capacitar as crianças a pensar, fazer e sonhar maior é mais essencial e urgente do que nunca.”
Gigi Hadid e Hamdia Ahmed têm muito em comum. Embora suas criações tenham variado drasticamente, com a supermodelo passando seus primeiros anos em Los Angeles e a ativista e ex-participante de Miss Maine vivendo em um campo de refugiados no Quênia antes de se mudar para os Estados Unidos, ambos adoram modelagem e são verdadeiros símbolos de esperança. Hadid é uma americana de primeira geração, com a imigração de seu pai da Palestina levando a infinitas possibilidades para seus futuros filhos. Viver nos EUA também transformou completamente a vida de Ahmed, que desde a mudança teve a oportunidade de aprofundar sua educação e devolver a UNICEF, que a ajudou durante seus anos no acampamento. Hadid e Ahmed sentaram-se para discutir suas experiências diferentes, mas conectadas, o incrível trabalho da UNICEF e manter a fé, confira a entrevista completa e traduzida abaixo:
GH: Conte-me sua história e como ela moldou quem você é hoje.

HA: Eu nasci durante a Guerra da Somália em 1997. Eu tinha uma semana quando estava ficando muito ruim, então minha mãe escapou da guerra com seus cinco filhos, incluindo eu. Eu era a mais nova. Minha mãe viu pessoas abandonando seus filhos, e as pessoas lhe disseram: “Você precisa deixar essa garota. Abandoná-la, ela é um bebê, é demais para ela”. Minha mãe disse: “Não, eu estou levando todos os meus filhos comigo”. Então ela caminhou 370 milhas para um campo de refugiados no Quênia. Eu fui criada lá por sete anos até me mudar para os Estados Unidos em 2005.

GH: Uau. Meu pai era um refugiado sírio e tem uma história parecida. Ele nasceu em Nazaré, na Palestina, e na semana em que sua família foi expulsa de casa, eles se mudaram para a Síria. Eu acho que ele também tinha uma semana de idade. É uma loucura pensar sobre o que nossas famílias fizeram por nós.

HA: É tão irreal às vezes. Eu fico como, estou realmente na América agora?

GH: Quanto o acampamento de refugiados você se lembra?

HA: Eu me lembro de ir à escola e pegar uniformes, mochilas, livros e refeições da UNICEF. Eu nunca soube que a América ou qualquer outro país existia. Eu estava apenas presa no Quênia.

GH: Você viu a possibilidade de sair, ou imaginou que sempre viveria no campo de refugiados? Houve coisas que fizeram você se sentir esperançosa?

HA: Quando eu era mais jovem, eu costumava carregar o cartaz da UNICEF e dizer: “Eu vou trabalhar para eles um dia, pessoal!” Essa era a minha maneira de sonhar. Eu não sabia que estaríamos indo para a América até os seis anos. Os membros da minha família foram agredidos sexualmente no campo, por isso o UNICEF ajudou a apoiar um dos meus irmãos com o trauma. Lembro-me de minha mãe costumava perguntar: “Você quer ir para o Canadá, Austrália ou América?”, eu era criança, então para mim, era apenas um processo pelo qual tínhamos que passar.

GH: O que te ajudou a ficar forte no acampamento?

HA: A escola é o que me ajudou a ser forte. A escola me ajudou muito.

GH: Você disse que sempre quis ser modelo. Quando você se interessou pela moda pela primeira vez?

HA: Eu costumava ser intimidada pela minha cor de pele quando eu estava no ensino médio no Maine. Eu tive muitas pessoas me dizendo: “Você precisa se branquear. Você ficaria tão bonita se fosse leve”. E eu fiquei tipo,“Não”. Eu me lembro de quando eu tinha 12 anos, fui a uma loja e olhei para produtos de branqueamento porque eu me sentia tão feia. Eu costumava ter medo de estar em fotos com meus amigos.

GH: Você estava linda hoje na sua foto.

HA: Você consegue imaginar? Agora estou fotografando com Gigi, então…

GH: Então, dedo do meio para eles!

HA: Eu comecei a ser mais confiante quando tinha 14 anos, tipo “Sabe de uma coisa? Estou muito linda. Eu não me importo, estou confiante”. Eu usaria o que quisesse. Os valentões queriam que eu chorasse, mas eu não. Comecei a tirar fotos de mim mesmo e assistia Tyra Banks todos os dias. Eu costumava fazer desfilar no meu porão. Minha mãe dizia: “Hamdia, o que você está fazendo?” E eu diria: “Você não viu o jeito que Tyra desfilou? Eu preciso fazer a mesma coisa.

GH: Você deveria ter visto meu rosto quando eu conheci Halima [Aden] no set pela primeira vez. Eu estava tão animada. O lado do meu pai da nossa família é muçulmano. Quando minha avó se mudou para os Estados Unidos, ela era muito moderna e não se cobria, mas ainda era uma mulher muçulmana muito poderosa e forte que liderava toda a nossa família. Ela aceitava muito os filhos que ainda queriam se cobrir e, se não aceitassem, também os abraçava. É poderoso ver você e Halima se manterem fiéis à sua fé.

HA: Obrigada. Eu ainda não assinei com uma agência, mas…

GH: Mas nós vamos te assinar, menina querida!

HA: É melhor que eles me levem. Eu telefonava para agências de modelos quando tinha nove ou dez anos, na época em que estava sendo intimidada, então esqueci disso. Eu os mandei um e-mail novamente quando eu tinha 14 anos e as agências disseram: “Sim, boa sorte. Não esperamos nada além do melhor para você. ”Eu fiquei como“ um dia você me verá na capa de uma revista ”.

GH: Toda vez que Halima pega uma capa, eu posto. Estou tão animada para ver o que você vai fazer e vou torcer por todo o caminho.

HA: Obrigada.

GH: Então me conte sobre sua experiência com o concurso Miss Maine.

HA: Isso foi tão bom. Não há muita diversidade no Maine, então quando eles viram uma mulher muçulmana competindo, ficaram muito orgulhosos. Ao mesmo tempo, a cidade inteira, literalmente, com exceção de algumas pessoas, me dava olhares sujos. Mas eu simplesmente fui lá em cima e matei. Os juízes não me escolheram porque você não vê mulheres muçulmanas sendo escolhidas para desfiles.

GH: Você precisa de coragem para se colocar lá fora, especialmente quando você é o primeiro no que faz. Saiba que a cada vez que você ouve “não”, você está indo em direção a “sim”.

HA: Isso é tão verdade. Todo “não” está me aproximando dos meus objetivos. Eu sinto que tudo está planejado.

GH: Há sempre um pouco de destino. Eu acho que você está no caminho certo. É para isso que a UNICEF é incrível: ajudar as crianças a sair de situações difíceis, porque você nunca sabe as possibilidades que temos pela frente.

HA: Isso é realmente verdade. O UNICEF fez muito por mim e pela minha família.

GH: Também é incrível porque aqui você está contando sua história para tantas pessoas ouvirem no CR Fashion Book . Você é linda e vai ser uma voz assim não só para os refugiados em todo o mundo, mas também para as mulheres muçulmanas na indústria da moda.

HA: É um momento muito emocionante.

GH: Ainda há tantas crianças buscando um futuro melhor. Há alguma palavra de esperança que você gostaria de dizer a essas crianças?

HA: Não importa onde você esteja no mundo e qual é a sua situação, continue sonhando e saiba que seus sonhos são válidos. Situações ruins são apenas temporárias.As coisas vão melhorar. Saiba que há esperança por aí e que as pessoas estão advogando por você.


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Tradução & Adaptação: Gigi Hadid Brasil