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A Vogue Itália traz em sua edição de Julho o tema DNA, que tem como proposta apresentar conteúdos sobre identidade, herança e origens familiares no mundo de culturas tão diversas que vivemos hoje. Para isso, a revista italiana convocou Gigi Hadid, Imaan Hammam e Karen Elson para estrelar nas três diferentes capas do editorial do mês. Gigi foi fotografada por Alasdair McLellan, já Imaan e Karen foram clicadas pelas lentes de Theon Sion e Harley Weir, respectivamente.

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Quanto a escolha do tema, a editora chefe Emanuele Farneti afirma que “tanto para Vogue Itália quanto para as marcas da moda, é importante questionar onde está nosso código genético: a resposta está na criatividade, sem compromissos.”

Durante o processo de criação editorial, Hadid realizou um teste de DNA que relevou que a modelo americana possui 21.5% de genes italianos. Com isso, Gigi ainda destaca que seu nome, Jelena, foi inspirado em uma garota italiana que sua mãe conheceu em Capri enquanto estava grávida. Além disso, a modelo possui também origens palestina, herdada de seu pai Mohamed Hadid, assim como holandesa, esta por sua mãe Yolanda Hadid. “Ser árabe e europeia me faz ser mente aberta, me incentivando amar qualquer formação cultural. Abraçar nossas próprias origens nós faz mais tridimensional e seres humanos completos,” disse a americana à revista.

Confira a entrevista completa:

Vogue Itália: Seu nome real é Jelena. Alguém ainda te chama assim?
Gigi Hadid: Minha irmã mais velha e meus pais. Quando eu era pequena, isso acontecia principalmente quando eu fazia alguma besteira.

VI: Qual a origem [do nome]?
GH: Meu Deus, que coincidência, eu tava pensando nisso agora. Tudo começou na Itália: minha mãe estava em Capri, grávida de mim. Em uma praça da aldeia ela viu uma menina linda, a mais linda que ela já tinha visto, ela perguntou seu nome e ela respondeu: ‘Meu nome é Jelena’. Ela sempre me contou dessa forma, com a frase em italiano. Eu me arrepio pensando nisso.

VI: Descobrir suas origens muda o seu senso de vida?
GH: Eu não falaria sobre mudança, mas sim uma afirmação. Toda vez que eu venho pra Itália, eu sinto uma conexão com o jeito que as pessoas se sentem e se comportam. Tudo parece familiar, guardado dentro de mim.

VI: Você achou isso louco?
GH: Eu estava conversando com meu agente quando eu li os resultados, que a Itália tem um papel importante no meu destino. Milão é a cidade que eu desfilo mais vezes, e as marcas italianas são as que mais acreditam e investem em mim. E também tem o meu corpo, que foi aceito pela primeira vez pelo que é.

VI: O que foi difícil de aceitar?
GH: Eu tinha um corpo atlético e forte. Quando eu era mais nova, eu jogava vôlei, e cavalgar a cavalo sempre foi parte da minha vida, meus músculos sempre foram razão de orgulho. No entanto, olhando em volta eu notei que outras modelos não tinham essa aparência. Entretanto, na Itália, eu sempre senti uma grande abertura em relação a minha estética, em todas as mudanças, conforme eu lentamente crescia me tornava uma mulher. A primeira a me dar segurança e conformo ao me olhar no espelho foi Donatella Versace, ‘essa é sua força Gigi’, ela dizia ‘nunca mude’.

VI: Você já sentiu como se algo misterioso e desconhecido estivesse correndo em suas veias?
GH: Meu sonho de infância era me tornar detetive, e essa minha postura se manteve: Eu observo, escuto e absorvo tudo, procurando por verdades mais profundas. Eu constantemente converso comigo mesma, e esse é um lado meu que eu acho que nem todo mundo entende completamente. Eu que os italianos tem uma característica semelhante: o gosto por coisas profundas, misturado com uma atitude positiva sobre a vida.

VI: Quais outras características suas que você sente que são conectadas à Itália?
GH: Uma forma peculiar de entusiasmo, equilibrado com sinceridade e franqueza.

VI: Você acha que bem e mal são genéticos ou isso depende da história de cada um?
GH: Esse é um debate antigo na psicologia, o que define as pessoas, a natureza delas ou sua cultura? Eu acho que ambos influenciam, mas em proporções diferentes. O que você vivência, o ambiente em que cresce, estes são fatores cruciais.

VI: Você gosta de ter o cabelo loiro?
GH: Sim, eles refletem minhas origens holandesa, e eles combinam bem com a grande porcentagem de genes alemães que meu teste de DNA revelou. Eu sou mais de 15% norte européia!

VI: Quando você se olha no espelho, você acha que seu Eu interior se parece com o exterior?
GH: Completamente. Eu também gosto de brincar com isso: quando eu vou para um evento de gala usando um vestido da Versace, eu deixo um outro lado meu se mostrar, já quando eu estou usando jeans e jaqueta de couro, eu deixo o meu lado moleque falar.

VI: Quem você seria hoje se tivesse crescido na Palestina?
GH: Eu seria exatamente a mesma pessoa, por conta da educação que meus pais me deram. Minhas maiores fontes de inspiração são a natureza, criatividade e arte, e eu teria seguido esse caminho lá também.

VI: Você já presenteou alguém com um kit de teste de DNA?
GH: No final de todo ano eu gosto de dar presentes para as pessoas que trabalharam comigo, e eu sempre tento achar algo interessante, que poderia fazer nossa relação sair do campo profissional e criar uma conversa interessante. Eu percebi que esses testes geram sentimentos profundos, então a resposta é sim, da última vez eu dei mais de oito destes [testes de DNA].

VI: E alguém descobriu algum fato louco sobre eles?
GH: Assim que ela recebeu o pacote, uma importante diretora de casting me ligou, contando que ela era adotada e não sabia nada sobre seu passado, nem mesmo o país que ela nasceu. Em respeito a ela, eu prefiro não falar sobre o que ela descobriu, mas essa conversa permitiu que nos aproximássemos e conversássemos sobre experiencias mais intimas, e isso não tinha acontecido antes.

VI: Por que é tão importante procurar suas raízes em uma sociedade multirracial como a americana, onde a diversidade vem sendo sedimentada há séculos?
GH: Pois, no final das contas, mesmo que as tempestades da vida nos dividam, todos nós queremos saber como estamos interligados, todos queremos reconhecer o sentimento de irmandade que talvez tentemos rejeitar, mas que intimamente sentimos correndo em nossas veias. Meu pai é árabe, mas meu teste mostrou que minhas origens asiáticas ocidentais são mais fortes que minhas árabes, por exemplo. São 15% contra 7%, e eu pensei que fosse metade de mim [as origens árabes]. Isso nos ajuda a não basear nossas vidas em considerações do acaso. Isso nos ajuda a celebrar a diversidade, mas também nos mantem juntos ao mesmo tempo.

VI: Você gostaria de ter crianças?
GH: Sim.

VI: Como você os imagina? Você pode descrever?
GH: Eu não me importo com a aparência deles. Mas eu gostaria que fossem criados do jeito que minha mãe me criou, com a chance de nutrir o espirito deles. E eu gostaria que eles fossem uma ponte, como eu era.

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Gigi Hadid, excepcionalmente, convidou Helena Christensen e Vogue Checoslováquia para sua fazenda em Nova York, onde mora com sua família. Para capturar a atmosfera íntima e sonhadora do lugar, Christensen combinou fotografia digital com polaroids vencidas. Com vibrações da natureza a modelo posa em três capas diferentes, na primeira ela está usando um look completo marrom com um chapéu Tonak. Para a segunda ela está usando uma jaqueta laranja da grife Bottega Veneta carregando um buquê de flores colorido. Para segunda capa, que foi uma edição limitada com somente 200 cópias, foi inspirado em uma polaroid. 
“Estou muito feliz que, graças à amizade de Eva Herzig, Helena Christensen e Gigi Hadid, eu pude ver Gigi em seu lugar secreto, onde ela ainda não viu nenhum jornalista ou fotógrafo. Nós tentamos tirar uma foto de Hadid como ninguém a conhece. Com seus cavalos, em um lugar que ela ama”, diz Andrea Běhounková, editora-chefe da Vogue CS.  “Eu queria que ela fosse o máximo possível ela mesmo em sua fazenda entre cavalos, cercada pela natureza. Gigi encontra não apenas inspiração, mas acima de tudo paz e segurança neste ambiente. Eu queria capturar sua essência, a garotinha que ainda permanece nela. O vento sopra nos cabelos e os olhos estão cheios de expectativas de que algo especial vai acontecer”, acrescenta Helena Christensen.
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Exalando poder Gigi Hadid estampa a segunda capa da Variety’s 2019 da edição especial “Power Of Women: New York”, que será o evento que a ela e mais quatro mulheres serão homenageadas por estarem envolvidas em causas filantrópicas. A modelo foi fotografada pelas lentes de Cliff Watts dentro de um estúdio vestindo roupas de uma verdadeira mulher de negócios e também pelas ruas novaiorquinas. Hadid que está sendo homenageada pela revista por sua viagem para Bangladesh no ano passado para conhecer mais de perto o trabalho da organização sem fins lucrativos, UNICEF, concedeu uma entrevista onde se abriu sobre está aventura, sua experiência, e muito mais. Confira a entrevista completa e traduzida abaixo:

Gigi Hadid viajou para Bangladesh no verão passado para se encontrar com mulheres e crianças refugiadas. Para ajudar a difundir a conscientização sobre sua situação, Hadid – uma das supermodelos mais bem pagas da indústria da moda – gravou um vídeo ao vivo do Instagram que ela compartilhou com seus mais de 40 milhões de seguidores. “Eu acho que a parte mais poderosa de conhecer os refugiados foi sua disposição e abertura para aprender como eles poderiam melhorar sua situação”, diz a jovem de 23 anos. “Eles queriam conversar. Eles queriam compartilhar suas histórias. Eles queriam que a educação e as ferramentas melhorassem suas vidas. ” 

A viagem de Hadid foi organizada pela UNICEF, a organização sem fins lucrativos fundada em 1946 que fornece assistência médica, nutrição e educação de emergência para crianças em mais de 190 países e territórios. De acordo com a organização, o UNICEF ajudou a salvar as vidas de 122 milhões de crianças entre 1990 e 2016. Em 2017, tratou 4 milhões de crianças severamente desnutridas e financiou 2,4 bilhões de vacinas para prevenir doenças que ameaçam a vida.

Depois que Hadid decidiu fazer parceria com a UNICEF, ela se encontrou com Caryl Stern, presidente e CEO da UNICEF USA. “Eu nunca estive uma área específica ou crise em mente”, diz Hadid. “Eu queria que o UNICEF me enviasse onde quer que precisassem.” 

Stern ficou impressionada com a disposição de Hadid em usar sua fama para iluminar os necessitados. “Eu acho que ela realmente tem o desejo de fazer algo para tornar nosso mundo melhor”, diz Stern. “Ela veio falando sobre o fato de que toda criança deveria ter uma infância. Ela havia feito o dever de casa e foi atraída pela UNICEF por causa de nosso histórico impecável”.

Hadid foi a Bangladesh no aniversário de um ano do povo Rohingya sendo forçado a deixar suas casas para evitar a perseguição religiosa pelo exército de Mianmar. Ela se sentou em um círculo com mulheres e crianças, ouvindo como eles se mantiveram a salvo da violência. E ela registrou suas observações no campo de refugiados de Jamtoli fazendo selfies, gerando cobertura da imprensa internacional a cada passo que dava.

Hadid sabia que a mídia social seria uma ferramenta importante para contar a história das pessoas resilientes que ela conheceu.“Dentro de um acampamento, eu não era ninguém”, diz Hadid. “Estava aqui para compartilhar um sorriso. Estava lá para compartilhar um momento com alguém. Quando eu saía e entrava em um carro, tudo o que eu queria era pegar tudo que eu gravei no meu cérebro e colocá-lo no meu celular para que eu pudesse levar essa informação para o mundo. Eu queria que as pessoas experimentassem comigo ”. 

Ela recentemente demonstrou seu lado ativista de outras maneiras. Em 2017, Hadid marchou com sua irmã mais nova, Bella Hadid, em Nova York, para mostrar sua oposição à proposta de proibição muçulmana das viagens de Donald Trump. Ela disse que era importante que ela participasse “por causa dos meus pais”.  Seu pai (desenvolvedor imobiliário Mohamed Hadid) e sua mãe (modelo Yolanda Hadid) imigraram para os Estados Unidos.

“Vi duas pessoas que vieram do nada e tiveram a oportunidade de vir a este país e ser ótimas”, diz Hadid. “Este país foi construído com imigrantes. É ótimo por causa dos imigrantes. Eu acho que a marcha foi tão especial para mim porque Nova York é um caldeirão de tantos mundos em um. Isso é o que a América deveria ser para mim. Deve ser um lugar compartilhado com quem quer explorar, aprender e crescer. ”

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Fotografada em Paris durante a Fashion Week, Gigi Hadid estampa a capa da edição de Março da Vogue Arabia, em comemoração aos 2 anos de lançamento da edição impressa da revista. O editor-chefe da Vogue Arabia, Manuel Arnaut disse: “Isso foi, claro, uma imensa honra quando o artista celebrado Peter Lindbergh concordou em fotografar a capa do nosso 2º aniversário, generosamente envolvendo toda a equipe no magico processo criativo dele. A cereja do bolo é nossa estrela da capa, Gigi Hadid. Apesar da estrela Palestina-Americana ser a mais requisitada modelo na moda, tendo posado para quase todos fotógrafos de primeira, essa também foi sua primeira vez trabalhando com Lindbergh”

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A modelo posou para as lentes do fotografo Peter Lindbergh, Style por Katie Trotter e Michael Philouze, maquiagem por Stéphane Morais e cabelo por Odile Gilbert at L’Atelier 68.

Gigi também concedeu uma entrevista exclusiva para a revista, confira completa aqui.

Com as paisagens do Rio de Janeiro de cenário, Gigi Hadid faz sua estreia na Elle US, estampando quatro capas da edição de março da revista.

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Vestindo roupas das marcas Ferragamo, Versace, Balmain, Marc Jacobs, Armani, Chanel e Chloé, a modelo foi fotografada pelas lentes de Chris Colls em diversos locais da Cidade Maravilhosa, como a praia do Leblon e o heliporto da Lagoa. Além disso, Gigi também concedeu uma entrevista para a revista onde falou sobre sua carreira, família, sua doença e mais.

Confira a entrevista completa abaixo:

Nina Garcia: Gigi, você viaja mais do que o que parece possível para uma pessoa. Onde você está agora?
Gigi Hadid: Eu estou na fazenda [da família]. Nos últimos anos eu descobri o quão importante pra mim é encontrar um equilíbrio. Tem semana que eu faço todas as viagens dos mês. As vezes, eu estou em um país diferente a cada dia, mas isso saí do meu controle.

NG: Eu ouvi falar sobre essa fazenda da sua mãe, Yolanda. Parece que é realmente um paraíso da família.
GH: É onde todos nós podemos vir e nos sentir nós mesmos. Quando eu estou aqui, eu entro no meu caminhão e vou em uma loja. As crianças ficam animadas no mercado, mas elas não pegam seus celulares. Eles querem que a gente se sinta normal, e nós apreciamos isso.

NG: Tanta coisa aconteceu desde que você fez sua estreia na semana da moda de Nova York, cinco anos atrás. Eu lembro que Jeremy Scott foi um dos seus primeiros shows, e você abriu para ele.
GH: Eu estava tão nervosa, não conseguia respirar. Eu estava tipo, “Sério, você quer que eu abra?” eu nunca tinha treinado andar na passarela. Com o passar dos anos, eu aprendi como me guiar com isso—como me encaixar nos sapatos. Muitas pessoas julgaram que eu era ruim na passarela porque elas estavam me vendo aprender, literalmente.

NG: Apesar disso, você tem modelado desde que era um bebê. Em que ponto você soube que isso seria sua carreira?
GH: Quando eu era criança, modelar era mais como se fosse um dia de neve [na escola]—você correndo na praia, sendo criança com outras crianças. Minha mãe me tirou da moda antes que isso parecesse com trabalho. No ensino médio, eu era competia com cavalos e era jogadora de vôlei. Mas [o ensino médio] foi o fator decisivo: The New School era minha escola favorita em Nova York, mas eu não escolhi ir pra Nova York para jogar vôlei ou correr com os cavalos, mas sim para ser modelo.

NG: E para estudar psicologia criminal…
GH: Sim, isso era algo que eu tinha interesse e poderia ter seguido carreira, mas eu meio que sempre soube que eu acabaria sendo uma modelo.

NG: Assim como sua mãe. Eu sei que ela realmente ajudou a guiar a sua carreira, da Bella e do Anwar. Mas você parece frustada quando as pessoas falam que seu sucesso é devido as conexões de sua família.
GH: Digo, eu entendo isso. Eu venho do privilegio e eu reconheço meu privilegio. Mas por que minha mãe estava em um programa na TV [The Real Housewives of Beverly Hills], as pessoas pensam que toda minha infância foi a fama. E definitivamente não foi. Minha mãe era modelo. Ela se mudou para os Estados Unidos quando tinha 16 anos para mandar dinheiro para família dela na Holanda. Meu pai era um refugiado e deu seu jeito de todas as maneiras. Eu trabalho duro para honrar meus pais.

NG: Acho que isso é algo comum nos filhos de imigrantes. Eu me sinto da mesma forma. Eu fiquei impressionada que você e Bella estavam na marcha contra o banimento que Trump queria estabelecer em 2017. O que te fez tomar uma atitude?
GH: Ouvir as história da minha família. Minha família é tão grata por ter tipo a chance de construir uma vida diferente para eles. Todo mundo poderia ter histórias como essas se fossem dadas as chances. Ser de duas culturas diferentes, eu vejo como ambos os lados se tratam. É importante que tenha mais abertura para pessoas se misturarem e conhecerem culturas diferentes.

NG: Falando nisso, você passou um tempo viajando o mundo com a UNICEF. Como essa parceria surgiu?
GH: Eu lembro de arrecadar dinheiro para a UNICEF na escola. Eu sempre admirei os embaixadores, então no ano passado eu me encontrei com a UNICEF e disse que queria focar em lugares que precisam de cobertura. Eu acabei indo para Bangladesh, onde a crise dos refugiados já acontece há um ano, mas não são mais noticiados. O jeito que eu poderia contribuir mais era usando as redes sociais e lembrando as pessoas que eles ainda estão ali e ainda precisam de ajuda.

NG: Você faz parte da primeira geração de modelos que tem as redes sociais como uma chave pro trabalho. Quando as pessoas olharem para esse momento da moda, qual impacto você espera ter tido?
GH: Eu acho que nós vamos ser vistas como a geração que apoiava umas as outras. Tem espaço para todas nós termos a mesma quantidade de seguidores. Nós queremos falar sobre as coisas que amamos, e realmente celebrar umas as outras.

NG: Você e Bella tem sorte de terem uma a outra na indústria. Vocês são competitivas?
GH: Eu e Bella temos estilos diferentes. Um trabalho que quer a Bella, não é um trabalho que eu tenho a aparência certa para, eu nunca levo isso para o lado pessoal. Ela me inspira de várias maneiras. Nós aprendemos uma com a outra.

NG: Sua mãe tem escrito sobre a batalha dela com a doença crônica de Lyme, que a Bella também tem.
GH: Sim, Bella e Anwar tem.

NG: Saúde deve ser uma grande preocupação para você.
GH: Crescer tendo três membros da minha família doentes me fez muito independe. Minha mãe não podia dirigir ou sair da cama alguns dias, então eu levava meu irmão pra escola comigo, ou fazia o almoço. Mas eu também me sentia culpada por ser a única pessoa na família que não sabia o que eles estavam passando. É difícil quando toda sua família está sofrendo e você não sabe o que fazer.

NG: Você foi diagnosticada com a doença de Hashimoto depois que se mudou pra Nova York. O que é isso exatamente?
GH: Isso significa que você tem uma tireoide não-ativa. A maioria das pessoas tem Hashimoto quando estão na meia idade. Eu tive isso muito cedo. No ensino médio, eu tinha muita retenção de água. Mesmo depois dos treinos extras, eu tinha um inchaço que não sumia. E eu estava sempre cansada. Isso foi difícil.

NG: Como você lida com a doença?
GH: Você tem que aprender sobre seu corpo. Quando eu tinha 17-18 anos, me prescreveram um medicamento que muitas pessoas começam a tomar quando tem 50 anos, e isso pode ter efeitos ruins se você tomar por muito tempo. Então minha mãe procurou por tratamento integrais. Na Califórnia, eu também fui a um médico para tratamentos com Canabidiol. Você pode viver uma vida de maneiras que não machuquem o seu corpo.

NG: Apesar disso, você não tem medo de se arriscar no seu trabalho. Você tem feito alguns photoshoots chocantes—incluindo esse. Teve algum momento que você se sentiu tipo, “Isso é um pouco perigoso demais pra mim”? Ou que você foi pressionada a fazer algo fora da sua zona de conforto?
GH: Existem níveis diferentes de louca—aventuras me deixam animada, e eu já fiz várias coisas aventureiras na minha vida. Mas eu sou audaciosa, não idiota. Eu conheço meus limites. Fora da minha zona de conforto, geralmente é quando eu não me conecto com a equipe criativa ou algo do tipo—coisas que possam ofender outras pessoas. Isso são coisas pelas quais já fui mal interpretada em minha carreira no passado. Quando eu era mais nova, e eu sentia no meu coração que aquilo era uma coisa que eu não deveria fazer, eu tentava falar com pessoas no set, mas talvez eles não fossem as pessoas certas para se falar. Conforme eu fiquei mais bem sucedida, as pessoas me escutam mais. Eu tenho mais confiança para saber quando algo está errado e me impor.

Tradução & adaptação:Equipe Gigi Hadid Brasil

 

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Gigi Hadid, depois de ter sido capa da Vogue brasileira em 2015, três anos depois a modelo volta a embelezar a capa da revista vestindo a febre neon que contagiou a temporada. O diretor de moda interino, Pedro Sales, foi até Nova York fotografar Hadid pelas lentes da dupla Luigi & Iango,  duo craque em imagens sofisticadas, síntese do DNA da Vogue. No editorial com conceito rebelde Gigi encarna uma líder de banda rockabilly usando um dos vestidos verdes fluorescentes criados pela Signora Prada para esta temporada, e também roupas pesadas, digna de uma líder de banda, com botas e jaqueta de couro.


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Gigi Hadid estampa a capa da CR Fashion Book edição de Setembro usando uma blusa da UNICEF, que marca a sua terceira capa para revista, junto com sua amiga e também modelo Halima Aden, que aparece na revista pela segunda vez, as duas mais novas embaixadoras do Fundo das Nações Unidas para a Infância foram fotografadas pelo fotógrafo de arte contemporânea Pieter Hugo, com estilo de Carine, e foram concebidas para engajar a geração atual de jovens com a importante história da crise global de refugiados.

Visto em um portfólio impressionante que conta com personagens como Danielle Herrington, a ex-refugiada da Somália, Hamdia Ahmed, modelo Dipti Sharma, e outros, os diversos talentos aparecem em peças de alta costura de coleções sazonais misturadas com mercadorias oficiais dos anos 70.

“Durante muitos anos, admirei os embaixadores da UNICEF, como Audrey Hepburn, e hoje tenho muito orgulho de celebrar a missão de salvamento desta organização, especialmente em um ano tão desafiador para crianças e refugiados”, diz Carine. “Segundo a UNICEF, mais crianças estão em movimento agora do que em qualquer momento desde a Segunda Guerra Mundial. Esta estatística chocante significa que capacitar as crianças a pensar, fazer e sonhar maior é mais essencial e urgente do que nunca.”
Gigi Hadid e Hamdia Ahmed têm muito em comum. Embora suas criações tenham variado drasticamente, com a supermodelo passando seus primeiros anos em Los Angeles e a ativista e ex-participante de Miss Maine vivendo em um campo de refugiados no Quênia antes de se mudar para os Estados Unidos, ambos adoram modelagem e são verdadeiros símbolos de esperança. Hadid é uma americana de primeira geração, com a imigração de seu pai da Palestina levando a infinitas possibilidades para seus futuros filhos. Viver nos EUA também transformou completamente a vida de Ahmed, que desde a mudança teve a oportunidade de aprofundar sua educação e devolver a UNICEF, que a ajudou durante seus anos no acampamento. Hadid e Ahmed sentaram-se para discutir suas experiências diferentes, mas conectadas, o incrível trabalho da UNICEF e manter a fé, confira a entrevista completa e traduzida abaixo:
GH: Conte-me sua história e como ela moldou quem você é hoje.

HA: Eu nasci durante a Guerra da Somália em 1997. Eu tinha uma semana quando estava ficando muito ruim, então minha mãe escapou da guerra com seus cinco filhos, incluindo eu. Eu era a mais nova. Minha mãe viu pessoas abandonando seus filhos, e as pessoas lhe disseram: “Você precisa deixar essa garota. Abandoná-la, ela é um bebê, é demais para ela”. Minha mãe disse: “Não, eu estou levando todos os meus filhos comigo”. Então ela caminhou 370 milhas para um campo de refugiados no Quênia. Eu fui criada lá por sete anos até me mudar para os Estados Unidos em 2005.

GH: Uau. Meu pai era um refugiado sírio e tem uma história parecida. Ele nasceu em Nazaré, na Palestina, e na semana em que sua família foi expulsa de casa, eles se mudaram para a Síria. Eu acho que ele também tinha uma semana de idade. É uma loucura pensar sobre o que nossas famílias fizeram por nós.

HA: É tão irreal às vezes. Eu fico como, estou realmente na América agora?

GH: Quanto o acampamento de refugiados você se lembra?

HA: Eu me lembro de ir à escola e pegar uniformes, mochilas, livros e refeições da UNICEF. Eu nunca soube que a América ou qualquer outro país existia. Eu estava apenas presa no Quênia.

GH: Você viu a possibilidade de sair, ou imaginou que sempre viveria no campo de refugiados? Houve coisas que fizeram você se sentir esperançosa?

HA: Quando eu era mais jovem, eu costumava carregar o cartaz da UNICEF e dizer: “Eu vou trabalhar para eles um dia, pessoal!” Essa era a minha maneira de sonhar. Eu não sabia que estaríamos indo para a América até os seis anos. Os membros da minha família foram agredidos sexualmente no campo, por isso o UNICEF ajudou a apoiar um dos meus irmãos com o trauma. Lembro-me de minha mãe costumava perguntar: “Você quer ir para o Canadá, Austrália ou América?”, eu era criança, então para mim, era apenas um processo pelo qual tínhamos que passar.

GH: O que te ajudou a ficar forte no acampamento?

HA: A escola é o que me ajudou a ser forte. A escola me ajudou muito.

GH: Você disse que sempre quis ser modelo. Quando você se interessou pela moda pela primeira vez?

HA: Eu costumava ser intimidada pela minha cor de pele quando eu estava no ensino médio no Maine. Eu tive muitas pessoas me dizendo: “Você precisa se branquear. Você ficaria tão bonita se fosse leve”. E eu fiquei tipo,“Não”. Eu me lembro de quando eu tinha 12 anos, fui a uma loja e olhei para produtos de branqueamento porque eu me sentia tão feia. Eu costumava ter medo de estar em fotos com meus amigos.

GH: Você estava linda hoje na sua foto.

HA: Você consegue imaginar? Agora estou fotografando com Gigi, então…

GH: Então, dedo do meio para eles!

HA: Eu comecei a ser mais confiante quando tinha 14 anos, tipo “Sabe de uma coisa? Estou muito linda. Eu não me importo, estou confiante”. Eu usaria o que quisesse. Os valentões queriam que eu chorasse, mas eu não. Comecei a tirar fotos de mim mesmo e assistia Tyra Banks todos os dias. Eu costumava fazer desfilar no meu porão. Minha mãe dizia: “Hamdia, o que você está fazendo?” E eu diria: “Você não viu o jeito que Tyra desfilou? Eu preciso fazer a mesma coisa.

GH: Você deveria ter visto meu rosto quando eu conheci Halima [Aden] no set pela primeira vez. Eu estava tão animada. O lado do meu pai da nossa família é muçulmano. Quando minha avó se mudou para os Estados Unidos, ela era muito moderna e não se cobria, mas ainda era uma mulher muçulmana muito poderosa e forte que liderava toda a nossa família. Ela aceitava muito os filhos que ainda queriam se cobrir e, se não aceitassem, também os abraçava. É poderoso ver você e Halima se manterem fiéis à sua fé.

HA: Obrigada. Eu ainda não assinei com uma agência, mas…

GH: Mas nós vamos te assinar, menina querida!

HA: É melhor que eles me levem. Eu telefonava para agências de modelos quando tinha nove ou dez anos, na época em que estava sendo intimidada, então esqueci disso. Eu os mandei um e-mail novamente quando eu tinha 14 anos e as agências disseram: “Sim, boa sorte. Não esperamos nada além do melhor para você. ”Eu fiquei como“ um dia você me verá na capa de uma revista ”.

GH: Toda vez que Halima pega uma capa, eu posto. Estou tão animada para ver o que você vai fazer e vou torcer por todo o caminho.

HA: Obrigada.

GH: Então me conte sobre sua experiência com o concurso Miss Maine.

HA: Isso foi tão bom. Não há muita diversidade no Maine, então quando eles viram uma mulher muçulmana competindo, ficaram muito orgulhosos. Ao mesmo tempo, a cidade inteira, literalmente, com exceção de algumas pessoas, me dava olhares sujos. Mas eu simplesmente fui lá em cima e matei. Os juízes não me escolheram porque você não vê mulheres muçulmanas sendo escolhidas para desfiles.

GH: Você precisa de coragem para se colocar lá fora, especialmente quando você é o primeiro no que faz. Saiba que a cada vez que você ouve “não”, você está indo em direção a “sim”.

HA: Isso é tão verdade. Todo “não” está me aproximando dos meus objetivos. Eu sinto que tudo está planejado.

GH: Há sempre um pouco de destino. Eu acho que você está no caminho certo. É para isso que a UNICEF é incrível: ajudar as crianças a sair de situações difíceis, porque você nunca sabe as possibilidades que temos pela frente.

HA: Isso é realmente verdade. O UNICEF fez muito por mim e pela minha família.

GH: Também é incrível porque aqui você está contando sua história para tantas pessoas ouvirem no CR Fashion Book . Você é linda e vai ser uma voz assim não só para os refugiados em todo o mundo, mas também para as mulheres muçulmanas na indústria da moda.

HA: É um momento muito emocionante.

GH: Ainda há tantas crianças buscando um futuro melhor. Há alguma palavra de esperança que você gostaria de dizer a essas crianças?

HA: Não importa onde você esteja no mundo e qual é a sua situação, continue sonhando e saiba que seus sonhos são válidos. Situações ruins são apenas temporárias.As coisas vão melhorar. Saiba que há esperança por aí e que as pessoas estão advogando por você.


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Tradução & Adaptação: Gigi Hadid Brasil

Gigi Hadid está estampando a capa da Love Magazine para uma edição especial de 10º aniversário da revista, onde podemos ver a modelo, em uma das duas capas, em uma situação extremamente sombria e assustadora ela vestiu um vestido rosa e o cabelo longo dela em suas ondas naturais, com uma marcará de coelho que está nos dando arrepios de Donnie Darko. No que parece ser uma tentativa de tornar as coisas um pouco menos assustadoras ela é retratada pelas lentes de Mikael Jansson posando com um cachorrinho adorável.

Durante todo photoshoot a loira está fantasiada de coelho com diversas marcarás, mas menos assustadoras, em todas situações possíveis do cotidiano, desde estar comendo um box de yakisoba até em estar jogando uma partida de poker.


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