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Depois de três capas para Vogue US acompanhada de outros modelos, em uma delas ela estava junto com seu namorado Zayn, Gigi Hadid em dezembro do ano passado, apenas 10 semanas após das à luz a sua primeira filha, ela fotografou sua primeira capa solo da importante revista para edição de Março 2021.

Fotografada pelas lentes do Ethan James Green a modelo posa em um fundo cinza simples usando grifes como Prada, Alexander McQueen, Proenza Schouler, Chanel e Versace mostrando em algumas peças justas o seu corpo pós-gravidez cheio de curvas. Gigi também concedeu uma longa entrevista onde ela falou sobre maternidade e como está sua vida além da modelagem pela primeira vez, contou sobre seu parto, sobre participação de Zayn nessa nova fase e muito mais. Confira a entrevista completa e traduzida abaixo: 

“Eu acho que todos sabiam que eu tenho aquele animal em mim”, diz Gigi Hadid, relaxada e radiante do frio de dezembro. A modelo de 25 anos de idade está montada em um cavalo cor de canela da raça quarto de milha chamado Dallas e me contando sobre o nascimento da sua bebê em setembro, aqui na casa dela em Bucks County, Pensilvânia, após 14 horas de trabalho de parto. Em seu lado estava seu namorado, Zayn Malik; sua mãe, Yolanda; sua irmã, Bella; e uma parteira local e sua assistente. “Quando você vê alguém fazer isso, você olha para eles de uma maneira um pouco diferente. Eu provavelmente parecia louca, na verdade,” ela diz, com uma risadinha tingida de orgulho. “Eu era uma mulher animal”.

Malik puxou a bebê. “Nem deu um clique de que ela estava fora”, diz Gigi, olhando para a frente pelos ouvidos atentos de Dallas enquanto caminhávamos pelos campos superiores de Harmony Hollow, a fazenda de propriedade do namorado de Yolanda, Joseph Jingoli, CEO de uma construtora. “Eu estava tão exausta, olhei para cima e ele estava segurando ela. Foi tão fofo”.

Ela está usando um cropped puffer da North Face, jeans stretch da Zara e botas de montaria pretas gastas, e não parece nem uma mãe apressada com uma filha de 10 semanas, nem uma supermodelo que se esquiva de paparazzi. Com seu cabelo preso em um coque liso, rosto limpo e pequenos brincos de argola de ouro, ela se parece principalmente com sua versão adolescente, uma equestre que saltou competitivamente enquanto crescia em sua cidade natal, Santa Bárbara, Califórnia.

“O que eu realmente queria com a minha experiência era sentir como, Ok, isso é uma coisa natural que as mulheres devem fazer”. Ela planejou dar à luz em um hospital da cidade de Nova Iorque, mas então a realidade do COVID bateu – particularmente aqui, a 90 minutos de Manhattan, e os limites do número na sala de parto, o que teria impedido Yolanda e Bella de estarem presentes. Em seguida, ela e Malik assistiram ao documentário de 2008 The Business of Being Born, que critica as intervenções médicas e retrata um parto domiciliar bem-sucedido. “Nós dois olhamos um para o outro e pensamos, acho que essa é a decisão”, diz Gigi.

Eles colocaram uma banheira inflável em seu quarto e colocaram seus três gatos e seu cachorro da raça Border Collie para fora quando a parteira expressou preocupação de que os felinos Sphynx e Maine Coon pudessem perfurar a banheira com suas garras. Malik perguntou a Gigi que música ela queria ouvir, e ela o surpreendeu ao solicitar o áudio de seu romance infantil favorito, The Indian in the Cupboard. Ele baixou o filme porque esse também era um de seus favoritos, e eles passaram as primeiras horas do trabalho de parto assistindo-o juntos. “Isso é algo sobre o qual nunca tínhamos conversado, mas naquele momento descobrimos que ambos amamos”, Gigi diz timidamente. Então ela me diz que Malik, a ex-estrela do One Direction que se tornou artista solo, que é perceptivelmente tímido diante a imprensa (O assessor de Gigi recusou em seu nome conceder uma entrevista), comparou sua própria experiência do nascimento de sua filha com um documentário de um leão que ele viu, no qual o leão macho anda nervoso para fora da caverna enquanto a leoa entrega seus filhotes. “Z estava tipo, É assim que eu me senti! Você se sente tão impotente em ver a pessoa que você ama com dor”.

Zoom, a doula de Gigi e sua colega de classe de Malibu High, Carson Meyer, a preparou para o momento em que a mãe sente que não aguenta mais viver sem medicamentos para dor. “Eu tive que cavar fundo”, diz Gigi. “Eu sabia que seria a dor mais louca da minha vida, mas você tem que se render a isso e ser como ‘É isso que é’. Eu amei isso”. Yolanda e a parteira treinaram a Gigi durante a dor. “Definitivamente chegou a um ponto que eu fiquei tipo, me pergunto como seria uma epidural, como seria diferente”, Gigi diz com franqueza. “Minha parteira olhou para mim e disse: ‘Você está fazendo isso. Ninguém pode ajudar você. Você já passou do ponto da epidural, então de qualquer forma você estaria empurrando exatamente da mesma maneira em uma cama de hospital”. Então ela continuou empurrando.

“Eu sei que a minha mãe, Zayn e Bella estavam orgulhosos de mim, mas em certos momentos eu vi cada um deles aterrorizado”, diz Gigi, se abaixando sob um galho sem folhas, os cascos de Dallas sugando o terreno lamacento. “Depois, Z e eu olhamos um para o outro e pensamos ‘Nós podemos esperar algum tempo antes de fazermos isso de novo’”.

A menininha – chamada Khai, Gigi revelou no Instagram em janeiro, do árabe para “a escolhida” – estava uma semana atrasada. “Ela ficou tão radiante na hora”, diz Gigi, acrescentando que a frequência cardíaca da bebê permaneceu consistente durante todo o trabalho de parto. “Isso é o que eu queria para ela, um trazer pacífico para o mundo”.

O mundo de Khai, até agora, permaneceu pequeno. Sua mãe raramente deixa o canto bucólico da região dos cavalos onde os Hadids criaram raízes em 2017 (Malik comprou uma fazenda próxima). As filmagens para esta história, no início de dezembro em um estúdio em Manhattan, foi a primeira vez que a Gigi deixou a filha desde o nascimento. Yolanda assumiu a função de cuidar, até mesmo trazendo sua neta para alimentar os pôneis em miniatura Mamma e Muku. Gigi não tem babá, sem babá, nenhuma das tradicionais celebridades da nova maternidade tem babá. (Durante nossa entrevista, a bebê ficou com seu pai e a mãe de Zayn, Trisha, que veio de visita da Inglaterra para ajudar durante um mês).

“Ela decidiu cuidar completamente da bebê sozinha”, diz Yolanda, maravilhada, “e eu acho que esse vínculo é muito importante”. A ex-modelo holandesa que se tornou aluna do Real Housewives of Beverly Hills foi a minha festa de boas-vindas quando cheguei na fazenda, gritando “Olá!”, com os braços abertos na soleira, em uma jaqueta puffer camuflada e botas Ugg. “Estou orgulhosa de seu rosto em uma revista, mas vê-la dar à luz foi um outro nível de orgulho”, diz Yolanda. “Você passa de olhar para ela como uma filha para olhar para ela como uma colega mãe”.

AS TRANSIÇÕES NATURAIS E as mudanças de geração da nova maternidade estão em jogo na família Hadid. É uma família feliz em fluxo: na extensa propriedade de 32 acres, o punhado de chalés são designados irmãos diferentes, mas neste verão, quando Gigi se mudou de seu chalé para a casa de Zayn, Bella e o irmão Anwar passaram para chalés maiores, deixando o menor para como uma pousada. “Ainda estamos por perto”, diz Gigi, “mas temos nosso espaço para ser nossa própria pequena família”. Ela ofereceu o jantar de Ação de Graças pela primeira vez este ano, com a mãe de Zayn, cozinhando o peru. Gigi (uma produtiva cozinheira caseira) fez torta de Banoffe e assou uma tarte tatin (torta de maçã de origem francesa), a favorita da Yolanda. Bella e Yolanda carregaram recheios e cidra de maçã com especiarias no Kubota RTV. Gigi montou sua árvore de natal cedo para a ocasião, enfeitando-a com enfeites pessoais que ela e Malik trocaram ao longo dos anos, sendo o mais recente um console Nintendo de vidro, uma referência a uma atividade de quarentena favorita. “Eu decorei totalmente sem a ajuda da minha mãe, e acho que a deixei orgulhosa”, diz Gigi.

Eles são uma tribo conhecida publicamente por sua proximidade: Yolanda, a mãe amorosa da toca, Gigi, a irmã mais velha protetora e de rosto fresco, Bella, a mais ousada Verônica para a Betty de Gigi, e o indiferente irmãozinho Anwar. Juntando-me a Gigi e Yolanda para comer café com leite e pãezinhos de canela antes do nosso passeio a cavalo, eu testemunhei esses papéis se confirmando. Yolanda paira perto da pia bebendo um smoothie e terminando as frases de Gigi quando ela tenta encontrar uma palavra.  Gigi ameaça “ter um ataque de nervos” se o Anwar comer seu pãozinho de canela ao sair de sua cabana.

Mas a maternidade é uma nova fase, e caberá a Gigi decidir se ela pertence às telas de silhueta das redes sociais. “Eu acho que ela quer ser real online”, diz Bella, 24, por telefone da cidade de Nova Iorque, “pelo menos até que sua filha queira estar sob os holofotes e possa tomar uma decisão sozinha, ela não quer colocá-la nessa posição”. Bella, que divide seu tempo entre seu loft em Soho e a fazenda (e Facetime com sua sobrinha e irmã todas as manhãs), diz que já gosta de ler em voz alta livros que a Gigi costumava ler para ela, incluindo The Rainbow Fish e The Very Hungry Caterpillar. “É muito nostálgico”, diz Bella.

Pode-se argumentar que todos nós somos lagartas famintas este ano, nos protegendo e comendo confortavelmente com a esperança de emergir com asas brilhantes e vacinadas. Gigi uma vez dividiu seu tempo entre seu condomínio em NoHo e as cabines de aviões de primeira classe. Quando os bloqueios começaram, ela tinha acabado de voltar dos desfiles de moda em quatro países e de descobrir que estava grávida. Do outro lado da COVID, ela emergirá como uma mãe, feliz com sua sede na Pensilvânia rural – ainda uma supermodelo, mas determinada a levar uma vida mais isolada e menos peripatética. “Eu  quero estar aqui em tempo integral”, ela me diz. “Amo a cidade, mas é aqui que sou mais feliz”.

Especulações furiosas e incontáveis ​​peças de reflexão atenderam à pergunta sobre o que esse tempo significará: Será que vamos diminuir o ritmo? Fugir das cidades por uma vida menos frenética e mais consciente? Em muitos aspectos, Gigi é a perfeita encarnação de tais ideias: a versão mais chique e glamorosa, sim, mas também uma pessoa atraída pela reavaliação. “Parece que agora estou em um lugar diferente na minha vida”, diz ela. E ela parece genuinamente em casa: ao volante de seu Chevy Silverado, depois de nosso passeio a cavalo, ela dá um nome aos mercados de fazendeiros locais e lojas de antiguidades que gosta de frequentar e mostra os vários pratos que aperfeiçoou durante o tempo que passou em quarentena. Malik também está confortavelmente instalado, com um estúdio de gravação em sua propriedade, onde está trabalhando em seu próximo álbum.

No clássico Colonial de pedra de Yolanda, em Bucks County, abundam os sopas de Jenner. Em cada canto da cornija de lareira de mármore branco está uma foto com glamour emoldurada de Gigi e Bella, e na outra extremidade da cozinha à parede inteira que  está coberta com capas de revistas da Gigi e da  Bella em molduras prateadas combinando. “Vamos acabar na lavanderia!” diz Yolanda com orgulho. (“Minha capa da Vogue não vai para a lavanderia!”, Diz Gigi.) Além das passagens de infância de Gigi como modelo para Guess, Gigi e Bella foram protegidas pela mãe da indústria até os 18 anos. “Eu nunca quis que elas fossem estar naquela vida até que tivessem alguma noção de quem eram como seres humanos, como mulheres”, explica Yolanda, “e acho que funcionou muito bem”.

Gigi é infalivelmente educada. Quando ela chegou 10 minutos atrasada para nossa entrevista, ela se desculpou profusamente e parecia sem fôlego, como se ela realmente tivesse corrido para cá. Enquanto nos acomodamos no recanto de café da manhã com almofadas de pele de ponyskin de Yolanda, Gigi move um enorme cristal de quartzo dividido para que tenhamos uma visão direta um do outro. Ela percorre seu iPhone em busca de fotos do berçário do bebê para me mostrar, se desculpando mais uma vez e garantindo que está prestando atenção. Ela dá crédito à mãe por ensiná-la a ser: “Ela sempre dizia: ‘Há muitas garotas bonitas e se você não é a mais legal e trabalhadora, haverá alguém mais bonita, mais legal e que trabalha muito mais duro'”.

De acordo com a maioria dos relatos, desde que Gigi começou sua carreira em 2014, ela tem sido apenas isso. “Ela é a personificação do modo bestial”, diz a estilista Gabriella Karefa-Johnson, amiga desde que ela e Gigi se conheceram em uma sessão de fotos da Vogue (na época, Karefa-Johnson era assistente de moda de Tonne Goodman da Vogue). “Ela tem que dominar tudo. Uma vez entrei em uma daquelas salas de fuga com ela, e tornou-se CSI: Miami. Ela cuidou disso; escapamos em tempo recorde”. Karefa-Johnson, que estilizou a capa da Vogue este mês e as imagens que a acompanham, diz que o drive estava em exibição no set. “Ela se dedicou a fazer o trabalho que teria feito antes de passar a noite toda acordada para se alimentar”.

A maioria das mães após 10 semanas do parto não é chamada para uma capa da Vogue, mas Gigi não se incomodou. “Sei que não sou tão pequena como antes, mas também sou um pensadora muito realista. Eu pensei, ‘Sim, vou gravar uma capa da Vogue, mas obviamente não vou ser tamanho 0’, nem, neste ponto, sinto que preciso voltar a isso”, ela diz. “Eu também acho que é uma bênção desta época na moda que qualquer um que diga que eu tenho que ser esse número consiga engolir em seco”.

Gigi não se sente pressionada a voltar para sua agenda de trabalho frenética. Ela está aberta a papéis de atriz e apreciou sua recente atuação ao se expressar no Scooby-Doo. “Estou mudando para coisas que parecem mais estáveis ​​do que estar em um país diferente a cada semana”, diz ela. De certa forma, ela já alcançou essa estabilidade, produzindo e dirigindo seu próprio conteúdo de mídia do conforto da fazenda, tanto para o Instagram quanto para publicações paralisadas pelo COVID. Há muito tempo, Gigi se tornou uma entre um punhado de supermodelos 2.0, capaz de entregar um mundo multifacetado e íntimo (embora altamente controlado) diretamente para ela cerca de 62 milhões de seguidores no Instagram: fotos dela fechando o show da Chanel; fotos de sua celebração de seu 25º aniversário sete semanas depois, com a família reunida em torno de um bolo de aniversário feito de bagel. Se a quarentena ameaçou colocar em perigo o complexo industrial de paparazzi-tabloides – o que relatar se todos ficassem seguros atrás de suas cercas de segurança? – ela só serviu para cimentar o poder de criadores de imagens milenares como Gigi.

“Eu sinto que todos nós simplesmente amamos câmeras em geral – tipo, eu sempre tenho uma Polaroid e minha câmera de filme por perto”, ela diz docemente, nos dirigindo pela propriedade na RTV, apontando vários edifícios externos e parando em frente a horta bem decorada, atualmente cheia de tufos de repolho de inverno e cachos de couve roxa. O jardim é estranhamente familiar; Eu vi isso no fundo do Instagram da família Hadid. Bella fez a crônica do plantio de alfazema para os óleos essenciais de Yolanda, Gigi aninhada com Cool, seu sangue quente alemão, no portão do jardim

A FAZENDA NÃO É tão diferente da villa isolada em estilo toscano revestida de buganvílias onde Gigi cresceu, uma propriedade em Montecito adjacente à fazenda de cavalos de John Cleese, onde Gigi desfrutava de passeios a cavalo até o Oceano Pacífico como uma menina no elementary local. Quando Gigi estava no colégio, Yolanda mudou-se com a família para Malibu e, em 2011, ela se casou com o músico David Foster. (Ela e o pai das crianças, Mohamed Hadid, um incorporador imobiliário e empresário, havia se divorciado cerca de 10 anos antes, embora continuasse ativo na vida de seus filhos.)

A fazenda é, na verdade, o primeiro empreendimento financeiro conjunto da família, Gigi explica antes de me levar a um celeiro de madeira alto, que já foi um local de hospedagem para animais de circo. Os elefantes foram alojados neste espaço de teto alto, com escadas embutidas sob os beirais para lavar as costas dos paquidermes; tigres foram mantidos lá embaixo no que hoje são as baias dos cavalos. Em uma barraca vizinha, passamos por Funky e BamBam, um par de cabras pigmeus que normalmente têm o controle do lugar, mas estão em um tempo limite porque foram flagradas comendo o azevinho e a sempre-viva Yolanda festejou festivamente nas portas do celeiro e nas  calhas de pedra que viraram plantadores. As cabras foram um presente para Anwar de sua namorada, Dua Lipa (parte da equipe de quarentena de verão), mas rapidamente ficou claro que elas não eram adequadas para a vida no apartamento de Nova York e eles encontraram sua casa na fazenda. Gigi me leva acima do celeiro para uma suíte de hóspedes que, nos últimos meses, também funcionou como um estúdio Zoom. Foi aqui que Hadid confirmou rumores de gravidez em Jimmy Fallon no final de abril. Ela descobriu que estava grávida em fevereiro, um dia antes do show de Tom Ford, e escondeu um exemplar de “O que esperar quando você está esperando atrás de uma capa de livro”, lendo clandestinamente em aviões e antes dos shows. Ela se sentiu liberada pelo momento dos bloqueios, diz ela, observando que, caso contrário, teria que trabalhar por mais alguns meses antes de começar a aparecer.

Proteger a privacidade de seus filhos é algo que ela e Malik estão alinhados desde o início, ela me disse. “Tenho amigos que são figuras públicas e é assim que eles agem, e vejo seus filhos realmente florescer de uma maneira diferente”, diz ela, citando Blake Lively e Ryan Reynolds. Lively, que a conheceu através de um amigo em comum, Swift, diz que ela e Gigi conversaram sobre isso no início de sua gravidez. “Eu disse a ela que você tem que fazer o que funciona para você”, diz a atriz ao telefone de seu armário, onde ela estava se escondendo de suas três filhas. “Gigi tem uma relação muito especial com seus fãs, e eu amo o quão aberta ela é nas redes sociais. Eu adoro ver o mundo dela”, acrescenta Lively, e faz uma pausa. “Sou grata pelo que ela compartilha, mas também entendo quaisquer limites que ela escolha estabelecer”.

“Acho que ela definitivamente vai ser criada aqui”, diz Hadid sobre sua filha, olhando para os campos inclinados costurados com cercas de trilhos. “A vegetação e o estilo de vida agrícola são semelhantes ao que me fazia sentir realmente centrada quando criança, e acho que isso é muito importante para Zayn e para mim”. Ela continua: “Eu acho que apenas dar a sua filha a oportunidade de explorar interesses diferentes é uma coisa tão linda. Isso se aplica à educação espiritual da bebê também. Meu pai é muçulmano e minha mãe cresceu comemorando o Natal. Senti que podia aprender sobre todas as religiões quando era criança. Acho que é bom pegar peças diferentes de religiões diferentes com as quais você se conecta, e acho que é assim que faremos isso”, diz ela. O pai de Zayn é britânico-paquistanês, e sua mãe, que é inglesa e de ascendência irlandesa, se converteu ao islamismo. Os apelidos preferidos dos quatro avós refletem a rica origem do bebê. Mohamed, que é palestino, será Jido, vovô em árabe; Yolanda é Oma, holandês para avó; O pai de Malik será Abu, do Urdu; e sua mãe é Nini, um derivado da Nana britânica.

“Meu irmão, quando ele estava na escola primária, alguém disse a ele: ‘Seu pai é um terrorista’, porque isso foi depois do 11 de setembro”. Gigi é séria e atenciosa, me dizendo isso, ambas as mãos no volante de sua caminhonete. “Acho que [Zayn e eu] queremos que nossa filha entenda completamente toda a sua história – e também queremos prepará-la. Se alguém disser algo a ela na escola, queremos dar a ela as ferramentas para entender por que outras crianças fariam isso e de onde vem isso. ”

Malik comprou para sua filha um VHS retro rosa e comprou todos os desenhos animados da Disney, bem como seus filmes favoritos de Bollywood em fita cassete. Hadid diz que se eles tivessem um filho, o berçário, graças a Zayn, certamente teria o tema dos super-heróis (a bebê vestido de Hulk para o Halloween). Em vez disso, ela o decorou com um móbile de macramê, um trocador de vime e travesseiros bordados da Anthropologie. Ela pintou uma moldura para um poema que Malik escreveu para sua filha. “Eu estive curtindo o Etsy”, diz ela. “Eu realmente queria trabalhar em algo, e o berçário realmente me ajudou a sentir que estávamos prontos”.

Gigi escreveu notas de agradecimento para cada presente que recebeu, e tem havido legiões, desde a micro bolsa de Simon Porte Jacquemus – neste caso, de tamanho adequado – a um moletom com o logotipo Versace da “Tia Donatella”. Swift, uma amiga próxima do casal desde que ela e Gigi se conheceram em uma festa do Oscar em 2014, enviou um ursinho de pelúcia costurado pela cantora em um de seus vestidos. “É deformado, e ela o chamou de Urso Feio”, diz Gigi. “Ela teve um quando era pequena.” E Gigi mantém um diário, um caderno simples de couro sem forro, onde ela narrou suas ansiedades da gravidez. “Eu escrevia todos os dias sobre o que estava sentindo, se estava ansioso ou nervoso. Muito disso foi ‘Espero ser boa o suficiente para ser mãe’”.

Até recentemente, o bebê dormia na cama com o casal, seguro em um DockATot acolchoado. “Fiquei um pouco triste por começar a treinar para dormir, porque adorávamos tê-la”, diz Gigi com tristeza. “Como quando eu acordo e olho para cima e ela já está acordada, rindo do ventilador de teto, eu amo isso. Vai ser tão triste quando ela estiver fora do nosso quarto…”, ela para de falar, sua voz cheia de emoção.

“Vocês têm um filho e estão deitados na cama juntos e olham para o lado e pensam,‘ Ok, e agora? ’E você faz a todos os seus amigos as mesmas perguntas, e cada um tem uma resposta diferente. E é aí que você meio que percebe que todos descobrem por si mesmos”, diz Gigi, serena e sincera. “E você faz isso do seu próprio jeito, e pode pegar pedaços das pessoas, mas sempre vai acabar fazendo de uma maneira um pouco diferente. Este é o nosso jeito”.

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Tradução & Adaptação: Gigi Hadid Brasil

 

Gigi Hadid está estampando a edição dupla de Maio/Junho da Vogue Paris, sua irmã mais nova Bella Hadid está estampando a segunda capa, que está cheia de cores e pontos de vista do verão americano que está chegando! Hadid posou para lentes da fotografada Inez & Vinoodh usando um vestido dourado cheio de franjas da grife Dolce Gabbana, com uma maquiagem colorida de extravagante com seus olhos adornados por uma sombra roxa e sua bochecha bem marcada pelo blush laranja escuro.

Em outra foto, de rosto, a modelo está com uma sombra verde água e com adesivos colados de estrelas prata com o mesmo blush e batom rosinha. Hadid também estava usando várias jóias grandes, douradas e coloridas. Além de um photoshoot incrível Gigi concedeu uma entrevista que foi feita em Outubro do ano passado por telefone enquanto ela estava descansando do Fashion Week que tinha passado na fazenda da família. Ela falou sobre sua relação com seu trabalho, o ritmo agitado da Semana de Moda e se ela pretende continuar por mais tempo na carreira da modelagem. Confira a entrevista completa e traduzida abaixo: 

Gigi, 24, é a loira e a mais velha, dezoito meses a separam de Bella. Ela nasceu Jelena Noura, mas a curta e animada “Gigi” combina com ela. Porque ela tem um temperamento. Tivemos uma prova notável disso em outubro passado, quando ela expulsou a humorista Marie S’Infiltre do desfile de moda da Chanel: como patrona, o que ela é de fato entre os modelos atuais, consultora de campanhas publicitárias, capas de revistas, desfiles, seguidores (52 milhões). Isso também pode ser visto em suas palavras: Gigi se conhece bem, sabe o que quer e antecipa. Amigável, mas firme. Isso foi confirmado por uma entrevista por telefone, da fazenda da família perto de Nova York, onde ela recebe suprimentos regulares.

Você passou ao Fashion Week de Nova York, Milão, Paris, sem mencionar seus outros compromissos. Como você gerencia esse ritmo?

“Eu tenho uma equipe ao meu redor que é muito cuidadosa para manter meu ritmo equilibrado. O que quer seja capaz de recarregar as baterias, e faço isso vendo minha família, meus amigos, cozinhando. Adoro cozinhar desde muito pequena, em minha família alguns se destacam por lá, em especial ao lado de meu pai. Gosto de assistir, provar, experimentar coisas, me acalma, me concentra. Tenho alguns pratos que preparo regularmente, mas venho fazendo e fazendo a mesma coisa novamente, não acho muito estimulante. O que eu particularmente gosto é de cozinhar para amigos que pousam no local. Pergunto o que eles gostam de comer e improviso. É importante”.

Primeira campanha publicitária aos 2 anos de idade, carreira iniciada aos 17 anos e agora uma posição de liderança em seu campo. Que relação você tem com o seu trabalho? Você ainda é tão apaixonada por isso?

“Sim! Deve-se dizer que meu relacionamento com essa profissão evoluiu muito nesse meio tempo. Estes são todos os capítulos vinculados, e eu aprendi a cada passo. O que percebi ao longo do tempo é que é a parte criativa dessa indústria que me interessa e determina como posso contribuir e influenciá-la. Nos últimos tempos, por exemplo, comecei a fotografar nos bastidores regularmente, com uma câmera descartável, é uma maneira de me expressar. Para mim, essa é a chave para se manter apaixonado: dar-se tempo para crescer e ter a oportunidade de evoluir”.

Você sempre quis ser modelo?

“Quando criança, não estava acostumada a usar roupas de grife, não as tinha e aquelas que minha mãe possuía, compradas há décadas, estavam em seu armário. Então, eu não sabia muito sobre moda em si. Por outro lado, desde muito cedo gostei de fotografia de moda, a maneira pela qual certos modelos criam a imagem, e sempre observei isso de perto. Isso é algo que as pessoas tendem a subestimar: não se trata apenas de ficar na frente de uma câmera, mas de entender o fotógrafo, a encenação, as roupas e como tudo funciona juntos e, em seguida, poder participar sabiamente. Além disso, na verdade, as roupas não importam para o manequim. É algo que minha mãe sempre me disse: “Seu trabalho não é rapidamente a intenção do criador, a inspiração de uma coleção, ser capaz de olhar para uma peça e entendê-la como um objeto de criação. Então você saberá por que é necessário fotografá-lo com esse ou aquele ângulo, em movimento ou não, etc.” E se você gosta de roupas ou não. Você deve entender esse processo de criação, que sempre me fascinou”.

Você já pensa em continuar (na carreira de modelo)?

“Sim, porque se alguns modelos querem ficar o maior tempo possível, acho que posso viver ainda mais capítulos. Ainda dentro deste setor, mas de outra forma. Ainda não sei de que lado será: criação de roupas, fotografia, direção artística, estou aberta a muitas opções. Até então, continuo aprendendo com os diferentes mentores que posso conhecer. Tenho certeza de que o que tem que acontecer acontecerá, então só estou tentando estar pronta para aproveitar o maior número possível de possibilidades”.

Por que parou de estudar psicologia criminal em algum momento?

“Desde a infância, o crime e seu funcionamento me interessaram. Eu me vi sendo médica legista e entendi que era a psicologia dos criminosos que me atraía. Daí esses estudos que comecei em Nova York, sabendo que minha mãe sempre me dizia para não colocar todos os meus ovos na mesma cesta e, portanto, proteger minhas costas caso não funcionasse. Quando minha carreira decolou rapidamente, desisti, mas continuo interessada, assisto documentários sobre casos criminais, leio livros sobre o assunto. De qualquer forma, a psicologia humana em geral me fascina e ter as chaves, saber decodificar as pessoas, é útil em tudo o que você faz. Como modelo, por exemplo, você precisa se adaptar a uma nova situação todos os dias, há quinze pessoas cada vez que precisa satisfazer para que, no final do dia, todos nos reunamos produzamos algo consistente”.

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Tradução & adaptação: Equipe Gigi Hadid Brasil

Em um fundo branco usando um vestido preto e branco e cinto de bustiê da Givenchy junto com um turbante no mesmo tom de preto Gigi Hadid estampou a capa da Harper’s Bazaar na edição de Abril 2020. A modelo foi fotografada por Solve Sundsbo no mesmo fundo neutro branco usando grifes como Armani Privé, Chanel, Giambattista Vali, Valentino e Dior. Além de um photoshoot incrível Hadid concedeu uma breve entrevista, onde a mesma respondeu perguntas de alguns de seus amigos incluindo Serena Williams, Taylor Swift, Kendall Jenner, Virgil Abloh, Jimmy Fallon, Antoni, Blake Lively e Kacey Musgraves, que ela falou sobre ser humilde, sua obsessão por astrologia e sua vida na fazenda. Confira entrevista completa e traduzida abaixo: 

SERENA WILLIAMS: Você é exatamente a mesma pessoa que eu conhecia quando tinha 16 anos. Como você permaneceu tão humilde, amorosa e realista?

“Eu acho que sempre me vi da mesma forma. Embora eu tenha realizado sonhos e experimentado tanta coisa, meu diálogo interno sempre foi de auto-reflexão e manutenção da integridade como meu foco principal em tudo que faço. Eu também dou muito crédito ao fato de eu ser uma Taurina, se isso tem algo a ver ou não…Haha…Mas sempre senti uma conexão quando as pessoas dizem que um Taurino está em paz com o momento da terra. Acredito que tudo o que passamos, bom ou ruim, é para melhor. Primeiro tento ver o bem das pessoas e lembro que todo mundo está continuamente tentando crescer e fazer o melhor possível”.

TAYLOR SWIFT: Estou seriamente impressionado que, sempre que você está em uma situação imediata ou estressante, entra em ação. Isso é algo que sempre foi natural para você?

“Ao longo do tempo, percebi que me sinto mais livre quando me expresso, seja por meio de ação, escrita ou discussão. Ser honesta sempre leva a algo bom, mesmo que seja preciso um momento ou conversa difícil para chegar lá; você nunca pode errar em contar a alguém como se sente e falar a sua verdade. E você sempre aprende algo com isso”.

KENDALL JENNER: O que a vida em sua fazenda lhe ensinou?

“A fazenda realmente me fez lembrar e trazer de volta à minha vida os meus prazeres mais simples. Permitiu-me preencher meus dias de folga com as pequenas coisas que me fazem feliz, como arte, jardinagem, ioga, culinária, estar fora e passar um tempo com meus entes queridos e animais sem ter que me preocupar com coisas como o que estou vestindo ou como meu cabelo está, ou sendo fotografada ou vista naquele dia. Estar longe da cidade e dos olhos do público me faz sentir como uma criança novamente, e essa liberdade foi realmente curadora para mim”.

VIRGIL ABLOH: Desafio! Eu tenho uma pergunta em duas partes. Vamos fingir que você está organizando um festival de artesanato em sua fazenda: (a) Quais atividades estão na programação do festival? E (b) para lanches, quais são os oito itens que a tábua de queijos dos hóspedes inclui? Vá!

“Haha, amo! decoração de bolos com o Duff’s Cakemix; fabricação de buquê com Popupflorist; moldes para o corpo com Misha Japanwala; classe de sopro de vidro com a Charged Glassworks; arte de massas com Saltyseattle; cerâmica com Forest Ceramic Co .; poesia com Cleo Wade; Krispies de arroz com Misterkrisp; e bread art com Konel Bread. E baguete francesa; Gouda holandês; Queijo cheddar Prairie Breeze; Brie; trufa de mel, pasta de marmelo ou figo; espetos de tomate-mussarela-manjericão; carne combinada com queijo (eu pediria a um especialista em queijo em uma loja – o meu favorito é o Murray’s Cheese em Nova York); e azeitonas Castelvetrano”.

JIMMY FALLON: Qual foi o melhor hambúrguer que você comeu recentemente?

“Eu tive que voltar a Los Angeles para o desfile de Tom Ford na semana passada e, quando criança na Califórnia, sempre terei um lugar enorme no coração pelo estilo duplo e duplo animal do In-N-Out. Mas como você e eu sempre conversamos sobre hambúrgueres de Nova York, tentei o Hall na West 20th Street. É o lugar mais fofo. Primeiro a chegar, primeiro a ser servido. Hambúrguer e batatas fritas simples, mas excelente. E você ganha uma limonada yuzu com o almoço especial – tudo por US $ 12!”.

ANTONI POROWSKI: Por favor, explique como / quando você descobriu batatas fritas com purê de batatas.

“Não me lembro exatamente que noite foi essa, mas provavelmente foi depois de alguns martinis de maracujá no Le Chalet no L´Avenue at Saks, que faze meu purê de batatas favorito no planeta. Ficamos sem ketchup, então mergulhei as batatas no purê de batatas – e eureka!”.

BLAKE LIVELY: O que o inspirou a fazer suas próprias cadeiras à mão?

“Quando passo um tempo na fazenda, acho divertido tentar algo novo e ver se consigo fazer isso. É libertador apenas criar sem o objetivo final de ser necessário finalizar. A ideia da cadeira veio disso. Eu queria ver se eu poderia construir uma moldura de madeira primeiro e depois derramar resina nela e fazer uma cadeira transparente. Construí a parte de madeira e, na etapa seguinte, aprendi que você só pode secar a resina em pequenas camadas, e quanto mais camadas eu adicionei, mais ficava claro que eu não deixei meu quadro firmemente selado. Falhei miseravelmente. Acabei desistindo da grande e fiz uma versão em pequena escala, que funcionou muito melhor! Eu gosto do método “Tente e falhe e tente novamente”. Isso o mantém divertido e interessante para mim e, mesmo com falhas, você pode aprender muito”.

KACEY MUSGRAVES: Qual é a única coisa que você ainda não fez e que está morrendo de vontade de fazer? Do que você tem mais medo?

“Eu saltei de pára-quedas uma vez, em Dubai. O salto real fora do avião é mais assustador do que a queda. A vista é a melhor parte. Eu sempre disse a mim mesma que, se eu fizesse de novo, faria em um lugar diferente toda vez, porque essa perspectiva é única e inesquecível. Ainda me aterroriza, e é por isso que quero fazê-lo novamente. É emocionante, e eu sou mais arriscado no esporte do que qualquer outra coisa na vida. Eu adoraria visitar a Nova Zelândia ou a Islândia um dia, então talvez faça isso em um desses lugares – se eles permitirem pára-quedismo”.

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Tradução & adaptação: Equipe Gigi Hadid Brasil

Com um vestido a mão de seda azul claro da Maison Margiela, luvas de couro verde com um chapéu de folhas frescas Gigi Hadid estampa a edição ‘Ícones e Ídolos’ da i-D Magazine! A modelo usando somente a grife Maison Margiela posou para lentes do fotógrafo Jamie Hawkesworth em um fundo cinza neutro. Além de um editorial lindíssimo e angelical Hadid concedeu uma entrevista feita direto de sua fazenda sobre imagem corporal, solidão e felicidade. Confira a entrevista completa e traduzida: 

Quando chegamos à supermodelo e notável membro da família Hadid, Gigi, ela está em sua fazenda se recuperando da beleza que derrete o cérebro e do luxo avassalador dos desfiles de alta costura. Desde sua estréia na passarela, há pouco mais de cinco anos, a beleza de Gigi e, igualmente importante, sua gentileza, marcaram-na como um tipo diferente de modelo. Ela é amada na indústria da moda e fora dela, tanto por seu trabalho na frente das câmeras quanto por sua campanha na UNICEF, com quem viajou para Bangladesh e Senegal.

Mas o que Gigi faz quando não está sendo fotografada pela i-D por Jamie Hawkesworth? Ou seguida pelas lentes de longa distância dos paparazzi? “Um quebra-cabeça”, diz ela. Conversamos com Gigi por telefone, em seu retiro no país, para deixá-la relembrar como ela conquistou os fashionistas e o mundo.

Oi Gigi! Onde você está?
Estou na fazenda, chegando o mais perto possível da lareira.

Como foi sua sessão de fotos para i-D? Que humor você queria transmitir?
Bem, primeiro de tudo, eu amo Olivier. Eu acho que ele pode ver muito em roupas, formas e cores, e ele faz isso de uma maneira tão lindamente pura. É simples, mas grita! E é isso que eu amo em trabalhar com ele. Ele apenas abre sua mente para diferentes maneiras de ver a moda. E é isso que há de tão bom em alta costura – pode ser a versão mais finalizada de algo, mas também é essa oportunidade de ser realmente criativo. Eu queria espelhar a suavidade e a força da roupa, essa é a sensação que tive naquele dia no set.

Você acabou de entrar no último desfile de alta costura de Jean Paul Gaultier; você pode nos dizer como foi?
Fiquei muito honrada em ser convidado a participar, porque ele não trabalhou apenas com as pessoas com quem trabalhou por toda a sua carreira, mas também transmitiu na rua muito do seu último desfile de alta costura. E acho que isso diz muito sobre quem ele é como designer e como pessoa. Ele se importa tanto com a pessoa que está usando o visual e trazendo algo neles.

Você escreveu no Instagram que ele foi o primeiro designer em Paris a escalar você.
Ele foi o primeiro estilista que me deixou andar em uma passarela em Paris, foi em seu último desfile pronto para vestir. Na época em que ainda estava começando minha carreira, estava saindo do colegial, ainda tinha meu corpo de voleibol. Era um corpo que eu amava. Eu sabia o quanto eu trabalhava para ter esses músculos, para me curvar nesses lugares – eu meio que sinto falta agora. Na época, as pessoas eram duras comigo e tentavam dizer que eu não tinha um corpo de passarela

Então, para Jean Paul me ter em seu último show pronto para vestir em 2015 – não apenas para me ter, mas também para me colocar em uma roupa que não cobria muito como, ainda havia estilistas ou designers naquela época, que estavam me colocando em seus shows, mas me colocando algo que realmente cobria meu corpo. E assim, para ele me fazer sentir que ele queria que eu brilhasse dessa maneira, realmente significou muito para mim como uma jovem modelo. E eu sei que ele fez isso para muitas pessoas.

Evidentemente, o setor mudou, mesmo que apenas um pouco. Você parece onipresente agora, mas quem você acha que foram os mentores que lhe deram suas primeiras chances?
Obviamente, a primeira pessoa foi minha mãe. E isso não era apenas no setor – ela sempre me permitia ser criativo quando crescia, tinha um impacto tão positivo e sempre me incentivava a me expressar de qualquer maneira, seja cozinhando, desenhando, tentando aprender a costurar ou me deixar usar e quebrar suas câmeras. Mas acho que, à medida que envelheci em minha carreira, diria Carine Roitfeld e Stephen Gan. Eu os chamo de meus padrinhos de fadas da moda. Depois, há o meu gerente Luiz. Tommy Hilfiger me dar quatro temporadas de uma coleção foi uma loucura. Colocar esse tipo de confiança em alguém – isso me deu muita confiança em mim e isso significou muito para mim.

Você menciona Tommy, e parece que você valoriza poder se expressar através de um personagem ao modelar. Você se vê expandindo para um papel diferente na indústria?
Acho que à medida que envelheço…bem, um dia vou começar uma família e não sei se sempre vou modelar. Eu amo o lado criativo da moda, é tão gratificante. As pessoas com quem trabalho me fazem tão feliz, tenho muita sorte de estar perto delas. Mas quem sabe? Talvez eu comece a cozinhar em tempo integral!

O que você cozinha para o jantar para fazer as pessoas felizes?
Isso depende da pessoa. Minha coisa favorita a fazer é dizer: “Qual é a sua comida favorita para comer? Qual é o seu tipo de comida favorito? ” E tentarei fazê-lo, mesmo que nunca o tenha feito antes. Eu amo esse pequeno desafio. Essa é a minha pergunta favorita de perguntar às pessoas, porque revela algo sobre essa pessoa, é o que as faz sentirem calor.

Como você lida com o ritmo da indústria? Como você desliga?
Eu acho que meu espaço pessoal para isso é a fazenda. Eu acho que todo mundo precisa de um lugar, ou um espaço ou um momento para si, onde possa fazer o que ama e encontrar o que quer. Para mim, essa é a fazenda, e se está fazendo um pouco de pintura a óleo pela manhã e depois fazendo um quebra-cabeça à tarde…não sei, são coisas aleatórias. Neste verão, comecei a fazer arte com resina e comecei a secar flores e a fazer caixas de resina de flores secas e coisas assim. Eu acho que é tão importante aprender coisas novas o tempo todo e até mesmo experimentar e se falhar, tudo bem, e isso faz parte. Todas essas pequenas coisas realmente ajudam quando eu volto para um trabalho criativo ou um ambiente criativo.

A distância da fazenda a Nova York ajuda?
Com certeza, e acho que a estranheza e a maravilha disso vêm também por estar em isolamento. Na maioria das vezes, terei amigos e familiares na fazenda, mas há muitos dias em que estou sozinha, e sento em minha casinha em silêncio e apenas faço essas pequenas coisas sozinha. Eu acho que isso também me dá energia e amor pelo que faço. Recarrega minhas baterias.

O que você faria, além de dormir, se tivesse uma noite de folga na semana de moda?
Digamos que estamos em uma Paris ou Milão; a hora em que realmente vejo amigos é no final do dia, em uma grande mesa em um restaurante. Quero dizer, geralmente não há uma pessoa específica, especialmente porque todo mundo tem horários tão ocupados e loucos. Eu gosto de reservar apenas uma mesa grande em um restaurante. Uma boa conversa é algo memorável para a semana da moda. Quero ver todos tendo uma noite feliz, onde se sentem em casa e aquecidos por dentro. Essas são as minhas noites favoritas.

O que você sente apaixonadamente fora da moda?
Trabalho com a UNICEF há alguns anos. Comecei a conversar com eles, dizendo que queria dedicar meu tempo e minha plataforma e senti que tinha a permissão deles. Que eu tinha algo para contribuir. Eu apenas senti que era minha responsabilidade. Então, eu fui ao Bangladesh, fui visitar aldeias e abrigos para mulheres, e isso faz você se concentrar em coisas diferentes. Seja a educação, o saneamento, o empoderamento das mulheres ou o que elas estão fazendo na comunidade para educar as pessoas e ajudá-las a ampliar suas próprias habilidades.

O que faz você mais feliz do mundo?
O que me faz feliz é criar com e para outras pessoas. Aqueles momentos realmente especiais no trabalho em que você fica tipo “Uau, foi por isso que fiz esse trabalho”. Eu acho que é o mesmo sentimento que sinto quando estou sentada com os amigos, pintando ou fazendo as pessoas que amo jantar. Eu acho que apenas fazer algo para outras pessoas e fazer outras pessoas felizes. É muito divertido e tento criar pequenos momentos como esse na minha vida o tempo todo.

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Tradução & adaptação: Equipe Gigi Hadid Brasil

Gigi Hadid junto com outras modelos, Lena Waithe, Alexa Demie, Paloma Elsesser, Adwoa Aboah e Yolanda Renee King, no projeto nomeado Rihannazine, um projeto especial que combinou os mantras criativos da cantora Rihanna e a i-D Magazine. Em comemoração ao seu reinado incensante nos mundos da moda, beleza e música e ao 40º aniversário da revista, produziram uma edição limitada e única da edição nº 01, 2020 co-curada pela própria Rihanna.

“Para mim, esta edição muito especial da iD representa mudança e cultura”, diz Rihanna sobre o projeto. “É dedicado a algumas das pessoas que estão remodelando progressivamente as comunidades através da moda, música, arte e ativismo – criando um futuro mais inclusivo e diversificado”.

Vestindo Calvin Klein e Rudi Gernreich Hadid posa para lentes do fotógrafo Mario Sorrenti em retratos sexy e ousados. Além das duas fotos exclusivas a modelo foi entrevistada pela própria Rihanna para compartilhar sua visão para 2020. Confira a matéria completa e traduzida abaixo: 

Você pode se apresentar?
Eu sou a Gigi Hadid e sou uma modelo.

O que você acha que foi seu maior sucesso pessoal ou profissional até agora?
Eu diria que é estar me encontrando de forma criativa. Não apenas na moda, mas mas em perceber que eu precisava de tirar um tempo e fazer pequenas coisas criativas aleatórias que são sobre minha própria realização pessoal.

Você acha que o fracasso é intrínseco ao sucesso?
Em cada fracasso tem um sucesso, e vice-versa. Eu acho que a vida é a paternidade de fracassos e sucessos, e isso é sobre como você muda sobre essas coisas. Eu acho que meu maior fracasso em minha vida e em minha carreira tem sido quando eu não tenho- ou eu não tinha idade suficiente pra ter- a confiança para defender-me quando soube que o que estava acontecendo no set não estava certo. Eu não acreditava que eu tinha voz para falar. Eu acho que através de me desapontar, ou através de desapontar os outros com as minhas ações eu realmente estive disposta à aprender. Eu tentei e cresci diante tudo.

Qual é a melhor maneira de superar algo que você considera um fracasso?
Tendo um conversa realmente honesta com você mesmo. Um diálogo interior que te força a olhar de todas perspectivas, e te obriga a estar no lugar das outras pessoas. Você tem que se conectar com as suas morais, com o que você quer para sua vida, achar seu lugar. Eu aprendi isso de forma difícil!

Enquanto caminhamos para 2020, o que você está levando para este ano e o que está deixando para trás em 2019?
Eu estou levando uma completa versão de mim mesma. Eu acho que no ano passado, eu tentei me levantar todos os dias e pensei sobre as pequenas coisas que me traziam alegria, e realmente tentei trazer essas coisas pra minha vida. O que eu vou deixar para trás é negatividade. Eu sei que isso é amplo, mas pode haver muitas coisas pequenas- seja ouvir as opiniões de outras pessoas sobre o que te satisfaz e não as suas, ou a maneira como você se expressa ou o que a diferencia das outras pessoas.

Então se você pudesse perguntar uma coisa para Rihanna, o que seria?
Beleza Ri. Minha pergunta é: se nos fossemos fazer um Airbnb de fim de semana, e eu dissesse:, “Escolha cinco coisas que você precisa ter no frigobar quando chegássemos la, quais seriam?”

O que você quer da Rihanna em 2020?
Ri, eu só quero que você continue se expressando do modo que você sempre fez. Ela é uma pessoa que é completamente ela mesma, e ela se expressa completamente do jeito que ela quer. Eu acho que eu quero da a Rihanna o que ela quiser dar em 2020, porque é sempre algo bom. Espera, eu estou ficando emocionada! Porque eu estou ficando emocionada?

 

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Tradução & adaptação: Equipe Gigi Hadid Brasil

A primeira capa de Gigi Hadid em 2020 foi divulgada: a modelo estrela a edição de fevereiro da Vogue Rússia, sendo esta a primeira vez em que ela aparece como cover star da versão russa da revista. Hadid fotografou um ensaio fotográfico exclusivo para a revista em um fundo branco e com seus cabelos totalmente naturais para as lentes da fotógrafa Zoey Grossman.

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Começamos o ano com Gigi Hadid sendo a capa e estampando o mês de Janeiro do Calendário 2020 da V Magazine em uma edição limitada! Fotografada por Zoey Grossman em um fundo branco com luz forte em um conceito de fotos preto e branco, que irá consistir desta maneira em todos os meses do calendário, Hadid posa em topless usando somente uma calça jeans da Guess, grife que a modelo foi o rosto por alguns bons anos no inicio da sua carreira.

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Gigi Hadid brilhou usando um vestido preto de lantejoulas da coleção Resort 2020 da Michael Kors na capa da Vogue Alemanha na edição de Novembro usando em seus lábios batom vermelho vivo a modelo posou para as lentes do famoso Giampaolo Sgura em em sua maioria em um fundo cinza e preto. Em um photoshoot minimalista Hadid usou roupas da coleção Kors como camisa pólo, calça de alfaiataria, saia xadrez e sobretudo.

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